Polis e Macário prosseguem o plano
De certeza que não é um parque de campismo que Macário quer para este espaço... e os farenses o que é que querem?
Uma medida aparentemente inofensiva e até do agrado dos veraneantes farenses
ou outros, foi adoptada pelo executivo de Macário Correia. Trata-se de encostar
à parede os ocupantes do que foi um parque de campismo e vedar-lhes os
movimentos, através de uma medida popular - a de criar oferta de estacionamento
-, no espaço onde se aquartelaram, com a conivência dos vários executivos.
Os pensadores do Polis Ria Formosa que têm uma estratégia de fundo e nunca
esclarecida de expulsar injustamente os pescadores, preservar o condomínio privado
ocupante e criar no cordão dunar e espaço interior da Ria polos de investimento
privado, apresentados como projectos de desenvolvimento que não contestamos, em
abstracto, mas carecem de projectos de impacto ambiental, na mesma proporção
das medidas restrictivas defendidas pelas autoridades para os pescadores e
mariscadores, estão por trás desta manobra.
Macário Correia, enquanto presidente da edilidade farense, é o elemento
charneira da estratégia no espaço do concelho para a prossecução desta política
que não tem conhecido desenvolvimentos, exactamente pela falta de consistência
e aceitação por parte da população. Vai aos solavancos, a ver no que dá.
Não estará em causa a devoção de Macário Correia pelas intenções de fundo do
Programa Polis, como falso moralista, e este passo de tentar cercar as pessoas
que ocuparam o espaço do antigo parque e têm problemas de habitação de difícil
solução por meios próprios, é mais uma forma de isolar as pessoas sem as ouvir
e tentar resolver os problemas sociais que se colocam.
Se as visitas ocasionais se tornaram numa ocupação, ainda que se condene
esta atitude, ela foi consentida pelo poder que não agiu em tempo próprio e
preferiu contorná-lo pelos inconvenientes eleitorais. Nada de novo, porque foi
sempre assim que os executivos agiram.
Com a chegada do Polis, tudo está a levar uma volta cujos parâmetros não
estão dentro da sua própria propaganda – a renaturalização e a entrega do
espaço natural à fruição das pessoas. Até pela estabelecida base financeira do
Programa, que nunca suportaria esses custos…
Macário age não pela fruição dos farenses mas de um plano cujos horizontes
de interesses ultrapassam a nossa imaginação… mas o tempo vai explicar…
Luis Alexandre
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