14 de janeiro de 2016

Uma visão estratégica para a sustentabilidade de Faro



Texto publicadona edição de hoje do jornal "Barlavento"

Uma visão estratégica para a sustentabilidade de Faro

Há poucos dias num café da baixa da cidade, a conversa entre dois funcionários que vivem de comissões, logo do ritmo da actividade, era de que Faro estava a aprender as dificuldades da sazonalidade, queixas que ouviam de outras partes da região. Trantando-se de pessoas que conheço e me conhecem, intrometi-me na conversa e expus-me: amigos, Faro está em queda por falta de um quadro objectivo de estratégia de desenvolvimento! Abandonando o desânimo, de forma expontânea, verberaram-me: como?
Faro é a cidade algarvia de maior distinção, menos compactada que outras, tem bons corredores de tráfego, com o património histórico melhor conservado, uma estrutura museológica e cultural atractiva, um arregimentado de edifícios nobres de uma anterior pujança comercial, beija o deslumbramento da Ria Formosa e reune condições de uma frente marítima de eleição para o aportar da navegabilidade desportiva, de aventura e porque não de Cruzeiro? Tudo em seu tempo. Estas virtudes apenas precisam de um plano de frente marítima da cidade, transpondo o parque de estacionamento de barcos na chamada “Doca” para o outro lado da linha férrea que deve ser conservada para o projecto futuro dos comboios ligeiros, em que outros municípios gastaram muitos milhões para a comodidade e funcionalidade dos cidadãos.
Faro, transposta a linha férrea secular de forma inteligente e estética, sem que isso represente a destruição da sua nobre Estação da CP, deve construir o passeio marítimo circundante com uma frente hoteleira de baixa altitude e densidade, salpicada de unidades de restauração, associadas a uma extensão de praia de cidade, de areia branca e fina (deve ter sobrado alguma depois do saque autorizado para a construção civil), a meio passo e uso das vistas dos milhares de visitantes que não hesitariam em fazer funcionar as linhas aéreas de baixo custo e estas unidades de alojamento, desfrutando ao longo do ano das excelentes potencialidades que a cidade capital tem para oferecer, até como ponto de partida e factor dinamizador de outras partes do Algarve. Esse passeio marítimo seria ele próprio o elemento atractivo da aproximação da população concelhia ao cheiro da maresia, descendo as famílias para o sol, as sombras e as cores, trazendo os filhos e os netos a brincar em segurança e ao convívio, alavancando fontes de energia financeira para o desenvolvimento da baixa da cidade, onde o espelho de água da Doca deve ser embelezado e usado para museu marítimo...
Não há projectos impossíveis neste âmbito. Faro tem uma frente marítima invejável que deve ser trabalhada de forma inteligente, por fases, que apontem para um objectivo de desenvolvimento estruturante. A principal fonte de riqueza nas actuais condições específicas da capital é a que pode ser encontrada na limpeza de uma zona abandonada, fazendo a ligação ao mar, tomando como exemplo a revolução operada com a Expo 98, porque o crescimento no sentido do novo eixo viário não tem viabilidade nas próximas décadas. Será que não se percebe isto ou vamos continuar com a política de fretes às grandes superfícies, com o IKEA à porta?

Luís Alexandre
Cidadão

9 de janeiro de 2016

Coligação PSD/CDS prepara uma provocação ao património farense?

Coligação PSD/CDS prepara uma provocação ao património farense?

Tomei dois dias atrás conhecimento que nos gabinetes da Câmara corre um pedido de licenciamento de construção no edifício nobre, do ponto de vista histórico, enquadramento do Largo e alguma beleza arquitectónica, antiga sede da RTP em Faro, para ali nascer mais um caixote de 5 andares.
Sendo que a estratégia imobiliária está lançada, mesmo nas barbas de outro magnânimo edifício - o Teatro Lethes -, havendo uma lei que desautoriza qualquer construção num raio de 50 metros, e não só por estemotivo, esperemos que o executivo não assine mais destruições torpes de casas que apenas devem ser recuperadas para continuarem a sustentar a beleza da cidade e a sua História, de que muito me honro como farense.


LA Janeiro/2016

4 de janeiro de 2016

Presidenciais: quem é sempre se mostra!

Freitas do Amaral, o tal que já foi quase tudo dentro do espectro partidário, com a excepção do PCP e dos Verdes não o convencerem, o tal que perdeu à segunda volta das eleições presidenciais, veio a terreiro vender o doutor Marcelo, compincha de muitos anos, que confrontado com a pergunta televisiva se Marcelo ganhava à primeira volta e se havia candidatos fortes para contrariar a intenção, resumiu a luta à ordem de prioridades de Maria de Belém ser uma santa conhecida da política, enquanto Sampaio da Nóvoa era um desconhecido e inexperiente, de certeza das falcatruas dos últimos 40 anos da bandidagem que ocupou Governos e Parlamentos. Foi uma mensagem forte de mais um troglodita! Avisou de quem tem medo! De um homem impoluto - Sampaio da Nóvoa -!

LA, Janeiro/2016

25 de dezembro de 2015

Um frete do Estado para o IKEA?

Um frete do Estado para o IKEA?

Poderão haver muitos distraídos mas, quem faz regularmente o trajecto da EN 125 de Faro em direcção ao barlavento e passa pela variante de Almancil, confronta-se com um novo nó que abre uma nova estrada em direcção objectiva da ligação Faro-Loulé. Não se conhecendo qualquer estudo de impacto rodoviário para a necessidade do nascimento de uma alternativa paralela ao eixo da EN 125, o que poderemos supor senão um ligação mais rápida para se chegar ao novo paraíso concentrado das compras e das ilusões, chamado IKEA, a máquina trituradora que vai secar económica e financeiramente o resto do tecido empresarial da região?
O problema não deve ser a estrada mas, sim as ofertas dos dinheiros públicos para quem vem de fora e absorve as nossas energias e não cria qualquer riqueza...
A Câmara de Loulé devia explicar-se, ainda mais porque o PS é Governo...


LA Dezembro/2015

2 de dezembro de 2015

Albufeira: um presidente de Câmara pró-fascista

Albufeira: um presidente de Câmara pró-fascista

Em confronto directo na sessão pública de Câmara, onde o único elemento presente fui eu apesar da crise em que estamos mergulhados, o presidente, perante toda a hipocrisia denunciada do diz que faz mas não tem quase nada para dar, ou mesmo nada, com os cidadãos e comerciantes com perdas, em desespero e compulsivamente encerrados pela incúria da gestão pública, instado a falar claro para dar respostas aos problemas criados nos negócios e bolsos dos cidadãos, declara que o executivo não tem qualquer responsabilidade na catástrofe, quando há dois dias falou que já está em curso um novo plano para a drenagem das zonas de cheias e, mais, incomodado com a acusação de não fazer nada, apenas disse que estou contra o executivo e que pode vir a cortar-me a palavra em próximas sessões...
Para bom entendedor...



LA Dezembro/2015

29 de novembro de 2015

Presidenciais (IV): elejamos Sampaio da Nóvoa!

Presidenciais (IV): elejamos Sampaio da Nóvoa!

Como democrata e pensador de esquerda atento às manobras políticas que se vêm desenhando em volta dessa eleição importante que é a do Presidente da República marcada já para o fim de Janeiro, discordando frontalmente de estratégias fraccionantes do eleitorado que derrotou o Governo de traição nacional de Passos/Portas, pulverizando esta unidade com diversas candidaturas onde nenhuma figura tem a capacidade, para além do impoluto e profundo democrata Sampaio da Nóvoa, de manter a unidade do pensamento democrático e patriótico necessário para as futuras batalhas, nomeadamente a intenção da direita de forjar eleições caso o ex-ANP Marcelo Rebelo de Sousa seja eleito, conclamo todos os cidadãos que querem um país livre e independente, que sirva o seu povo, a apoiarem esta candidatura!

LA Novembro/2015

25 de novembro de 2015

Ainda a procissão não saíu e o PCP leva dois engulhos!

Ainda a procissão não saíu e o PCP leva dois engulhos!

Ainda não há Governo de base parlamentar e o PCP já leva duas contradições apontadas na sua assinatura por baixo da mesa para dar forma ao retorno do PS ao poder, o partido que só recebeu vómitos deste aliado dentro da legislatura e da campanha eleitoral. A primeira foi formatada pelo incrível Jerónimo de Sousa acerca de dar mãos livres a uma decisão do PS sobre a venda da TAP e os transportes públicos do Porto, a que se opunham, a segunda, protagonizada hoje por Paulo Sá, deputado do PCP, acerca deste partido ser contra o Programa da Troika que inclui o Tratado Orçamental, agora esquecido no acordo tripartido de base parlamentar.
O que mais nos reserva esta seita que se vendeu ao capital?

LA Novembro/2015