19 de março de 2015

Lista VIP na AT: mais um filho sem pai?

Lista VIP na AT: mais um filho sem pai?

Com o incontornável Passos Coelho a negar o que existe, o país segue esta novela da pornografia política onde chafurdamos. O que decidiram, mandou para o lixo dourado mais dois funcionários escolhidos, logo, encolhidos...
Chefe do Governo, ministra e secretário de Estado dormiram descansados, noticiou a imprensa, que não quer incomodar...


LA Março/2015

16 de março de 2015

A propósito do Governo que expulsou milhares de jovens qualificados e inventa remorsos


O Governo anuncia o VEM!

Se não és surdo foste embora
Que aqui não há lugar
VEM de novo sem demora
Que terás tempo de regressar.


Afinal vieste e se pensas em ficar
Olha que os tostões de agora
São a velha canção de embalar
No somatório esmagado de outrora.


E se o Governo por ti não chora
Porque nada tinha para te tirar
Agora vende-te uma nova aurora
Mesmo sabendo que não vais aceitar.


E o que perdeste para amar
Injusta mão da Pátria que te explora
VEM nem que seja para votar
Gesto em que o Governo te adora.



Alberto de Sousa
Março de 2015

14 de março de 2015

Texto publicado na edição de hoje no jornal Barlavento

Algarve: mais uma legislatura de zero soluções!

Com um parlamento, um Governo e um Presidente de direita às ordens da Troika e apostados em pagar uma dívida que não foi contraída pelo povo e que dela não beneficiou, o Algarve só não mergulhou numa crise mais profunda, porque não lhe podem roubar o Sol e praia e, como todos sabem, não sendo um activo alienável de receita gulosa imediata, os algarvios vivem (seria mais justo e sério dizer sobrevivem) do seu aluguer por um período de tempo cada vez mais curto.
Empurrados para a prisão de uma região terciária, onde as forças produtivas são residuais e até as da pesca não escapam à mortandade, uma fúria de décadas que alocou muitos milhões de subsídios voláteis, digamos que o Algarve foi apunhalado por sucessivos discursos eleitorais, na convicção dos que se fizeram eleger e funcionaram de cerviz curvada como porta-vozes dos interesses centrais de cada partido, sem excepções, constituindo os painéis de declarações sobre os problemas concretos da região a prova da sujeição, porque nunca bateram certos com os votos sentados e bem remunerados de apoio às decisões do centralismo do poder.
Falar da existência de uma estratégia para o Algarve é falar de saco roto, na medida em que ela nunca foi determinada de baixo para cima e a região foi sempre integrada em planos mais gerais da gestão do país pelos sucessivos Governos. As verbas orçamentais sempre foram exíguas e para cumprir calendário, as infra-estructuras levadas à exaustão, as queixas regionais colocadas na pilha dos papéis e, eventualmente, saltaria alguma por lotaria eleitoral, a visão de linhas de desenvolvimento e o planeamento uma miragem, quer para a acção pública ou privada, mas as estruturas humanas da nomenclatura e dos atropelos mantiveram-se bem recheadas, tanto de opulência como de vazio. Era o tempo em que o Sol chamou o delírio da sobre-construção e da corrupção, os corredores e os cofres públicos pululavam em festas, chegou aos PIN e acabou num grande pinote, com os contribuintes e a criação de riqueza a serem penalizados...
Esta parcela a sul que foi e é um pilar de divisas, que deu mais dimensão internacional ao país pelas suas amenidades turísticas e subiu ao patamar de região desenvolvida do espaço europeu (?!), um preciosismo que se revelou ainda mais prejudicial, porquanto saímos da orla dos grandes investimentos estruturais e o Governo não tem de canalizar verbas, funcionando apenas o mapa e os critérios enviesados e de má memória das velhas rúbricas de cada Ministério, em termos homólogos nos rácios de desenvolvimento, as condições da estrutura económica de sustento da população degradaram-se a todos os níveis, desde a desvalorização salarial ao conjunto dos factores que determinam a qualidade de vida, passando pela transferência e consequente diminuição dos dinheiros em circulação e a falta de perspectivas a qualquer prazo de que a situação seja compreendida, quanto mais invertida.
É neste quadro que devemos julgar os deputados e as sedes que nos pediram os votos, quando assistimos de novo ao estilo de salvar a pele, havendo entre os últimos eleitos quem se arvore a raiz de algumas promessas que vão chegando...
Pobre Algarve que tarda em dar um pontapé na coisa...


Luís Alexandre
Presidente da ACOSAL
Gosto ·

4 de fevereiro de 2015

Um Governo e um PR mortos!

Um Governo e um PR mortos!

Os portugueses devem perguntar a si mesmos como foi e está a ser possível um país com a nossa História deixar que dois bandos (Governo e parlamento) e um analfabeto (PR), tenham ilegitimamente empurrado um país soberano e um povo trabalhador e sofredor para o beco da pobreza e da dificuldade acrescida de um dia o podermos reconstruir. Estes lacaios adeptos das teorias económicas e financeiras "da morte fazer vida", a pretexto de servirem a dívida que contraíram como responsáveis mas que não serviu o povo português, como podem estar sentados com mordomias e sem trabalho produtivo, a aplanar o terreno para consequências ainda mais graves? E os velhos conhecidos candidatos ao papel já se voltam a engalfinhar?
O que eu digo é que não somos um povo autofágico! Ver a morte a chamar por nós e caminhar?


LA Fevereiro/2015

30 de janeiro de 2015

O IKEA e a caramunha avulso

Texto publicado na edição de ontem o "Barlavento":



O IKEA e a caramunha avulso

Com uma situação de facto consumado e cozinhada ao mais alto nível das governações (começada no Governo de Sócrates e concretizada no de Passos/Portas), o complexo comercial do IKEA no Algarve vai ser concretizado perante as acções de lamúria de um conjunto de associações de verbo de encher.
Independentemente dos argumentos de contestação levados inclusivamente aos Tribunais, que assentam em algumas premissas de inteira justiça não usadas para a instalação do que as associações consideram o exagero de oferta de grandes superfícies na região, o IKEA, como potentado multinacional negoceia ao nível de Estado e aplana os caminhos que pretende alcançar, deixando às instâncias políticas e aos órgãos municipais o papel de validarem as superiores decisões e os argumentos, absolutamente gastos, da criação de postos de trabalho e riqueza, com o grosso em seu proveito, sem uma palavra sobre o rasto de destruição infligido na extensão do tecido económico, que no caso vai do Algarve até Setúbal e zonas fronteiriças de Espanha.
Na contestação de vários anos sobre o anúncio público, que tem tantas reuniões como palavreado para surdos (entidades, o que resta das próprias massas associadas e o público em geral), o intrigante nestes cavaleiros andantes é que já não se critica o projecto na sua flagelação, mas o seu sobredimensionamento(?!), o que, efectivamente ainda baralha mais as mentes de quem tivesse crença no processo paliativo.
Pela leitura dos processos passados que levaram ao tal exagero (não se percebendo a candura da tese do sobredimensionamento...), com casos de contrapartidas reprováveis que poderiam ter sido rondados pela alçada da Justiça, se esta funcionasse, a autognose desta caramunha associativa que se leu já ter ouvido o ranger de dentes do IKEA, não percebe que a sua autoridade está perdida no rasto do passado e que alguns figurantes e associações gozam do beneplácito do poder enquanto lhe forem úteis. Há pessoas e organizações que nunca irão perceber que existem nos assentos e atraem fundos e protecções para sobejas irregularidades de funcionamento, porque têm destinados determinados papéis na conjuntura política... deixando o poder que a caramunha de face não se exceda e vá apenas ao encontro do estrito folclore para consumo de quem tem de arcar com os custos dos planos gizados e lacrados.
O IKEA é uma realidade porque Lisboa manda, como mandou no passado e, não há vespeiro que tenha forma de travar o processo que já está no terreno.

Luís Alexandre
Presidente da ACOSAL

29 de janeiro de 2015

Televisões de Portugal: o papão grego!

Televisões de Portugal: o papão grego!

Ouve-se qualquer bloco noticiário e o cenário repete-se: fala-se das medidas do Governo grego e a seguir, em caixa mais alargada, falam logo os mandantes da UE pela boca revezada e onde entra sempre um capataz alemão. Invariável! Do lado da Grécia tenta-se salvar um povo e um país e do lado dos bandidos da UE só se houve que esse ou outro país têm de pagar o preço de terem sido roubados nos seus próprios países...
Em Portugal, o quadro perfila-se de outra maneira: O Costa do PASOK português diz que vai ser transparente, a Maria Swapp já sorri nos écrans e diz que há folga para baixar impostos e o pequenote Moreira da Silva, o homem que trata dos lixos, diz que vai baixar o gás... e assim vai a nova feira eleitoral esperando eu que os portugueses não esqueçam os seus algozes da má gestão do país que nos tem e irá custar mais fome (é só passarem as eleições e se os reconduzirem)...


LA Janeiro/2015

28 de janeiro de 2015

As dívidas públicas são instrumentos de exploração...

Quando os Estados através dos seus Bancos ou outros instrumentos decidem fazer empréstimos a outros Estados mais pequenos e menos competitivos, usando os seus excedentes financeiros, fazem-no não no sentido de justiça e solidariedade, mas no de provocar o consumo e a incorporação amiga das empresas desses países mais poderosos que mancomunados com as fraquezas e vícios corruptos dos governantes, provocam o nascimento descontrolado de mais doses de dinheiro até ao estado de falta de liquidez a que assistimos...
Para relembrar, quando Portugal entrou na dita CEE, a nossa dívida pública era de apenas 40% do PIB. Hoje vai em mais de 140% e o país caíu para níveis de vida próximos do marcelismo e a nossa economia está amarrada a ordens e Tratados que declaram os devedores menores e incapazes de gerir o seu próprio país.
Reflictam, porque Portugal tem de se pôr de pé e cortar com os falsos amigos...


LA Janeiro/2015