29 de janeiro de 2015

Televisões de Portugal: o papão grego!

Televisões de Portugal: o papão grego!

Ouve-se qualquer bloco noticiário e o cenário repete-se: fala-se das medidas do Governo grego e a seguir, em caixa mais alargada, falam logo os mandantes da UE pela boca revezada e onde entra sempre um capataz alemão. Invariável! Do lado da Grécia tenta-se salvar um povo e um país e do lado dos bandidos da UE só se houve que esse ou outro país têm de pagar o preço de terem sido roubados nos seus próprios países...
Em Portugal, o quadro perfila-se de outra maneira: O Costa do PASOK português diz que vai ser transparente, a Maria Swapp já sorri nos écrans e diz que há folga para baixar impostos e o pequenote Moreira da Silva, o homem que trata dos lixos, diz que vai baixar o gás... e assim vai a nova feira eleitoral esperando eu que os portugueses não esqueçam os seus algozes da má gestão do país que nos tem e irá custar mais fome (é só passarem as eleições e se os reconduzirem)...


LA Janeiro/2015

28 de janeiro de 2015

As dívidas públicas são instrumentos de exploração...

Quando os Estados através dos seus Bancos ou outros instrumentos decidem fazer empréstimos a outros Estados mais pequenos e menos competitivos, usando os seus excedentes financeiros, fazem-no não no sentido de justiça e solidariedade, mas no de provocar o consumo e a incorporação amiga das empresas desses países mais poderosos que mancomunados com as fraquezas e vícios corruptos dos governantes, provocam o nascimento descontrolado de mais doses de dinheiro até ao estado de falta de liquidez a que assistimos...
Para relembrar, quando Portugal entrou na dita CEE, a nossa dívida pública era de apenas 40% do PIB. Hoje vai em mais de 140% e o país caíu para níveis de vida próximos do marcelismo e a nossa economia está amarrada a ordens e Tratados que declaram os devedores menores e incapazes de gerir o seu próprio país.
Reflictam, porque Portugal tem de se pôr de pé e cortar com os falsos amigos...


LA Janeiro/2015

23 de janeiro de 2015

Altice compra PT mas anda à procura do dinheiro...

Altice compra PT mas anda à procura do dinheiro...

Depois da assembleia vencedora pela opção da venda e do tom rejubilado do ministro da economia, ficámos a saber que o comprador anda nos mercados financeiros à procura de financiamento para o negócio. O ministro saudou a decisão de venda e até garantiu mais-valias tecnológicas e de investimento, quando afinal o comprador nem tem capital próprio para a compra? Isto cheira que só vemos o rabo do gato e virá mais tarde o que o ministro sabe e não conta...

LA Janeiro/2015

PT: brasileiros oferecem-nos presença de franceses

PT: brasileiros oferecem-nos presença de franceses

Foi uma esmagadora maioria de accionistas que decidiram que a Portugal Telecom passasse para mãos francesas. Com o aval do Governo que é totalmente desprendido dos valores e interesses nacionais, o dinheiro fresco francês caiu bem na penúria nacional. A euforia do Governo na boca do ministro Pires de Lima que vê o que não controla, contrasta com os inevitáveis receios da Comissão de Trabalhadores que não tem dúvidas da forma como a Altice vai impôr ao abrigo das leis do trabalho, que liberalizam os despedimentos, que os mesmos venham a acontecer como outras medidas de intensificação da exploração e mexidas nos preços sobre os bolsos dos consumidores.
Com esta venda, planeada e aplanada por traidores, é mais um sector estratégico que tem sede de decisões fora do país.


LA Janeiro/2015.

20 de janeiro de 2015

Quem prende o ministro da falta de cuidados de Saúde?

Quem prende o ministro da falta de cuidados de Saúde?

Este Inverno, nas suas rotinas atmosféricas, mostrou como a concentração de medidas economicistas que roubaram competências ao Serviço Nacional de Saúde, fechando sistemáticamente serviços e não preenchendo necessidades de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar, vêm matando cidadãos, adiando outros serviços de consultas e cirurgias e mostrando a degradação das condições de recepção, transporte e tratamento dos doentes.
A cada morte ou queixas localizadas, o ministro derrete-se em explicações, nunca assumindo as suas responsabilidades e das políticas do Governo, empurrando de forma habilidosa as respostas para as (in)competentes averiguações de quem cometeu ou não descuidos profissionais...
Pura cobardia perante matéria criminal! Esperemos que os profissionais de Saúde não engulam estes sapos pôdres...


LA Janeiro/2015

12 de janeiro de 2015

Demolições: a suprema hipocrisia de PS e PCP

Demolições: a suprema hipocrisia de PS e PCP

Com o Programa Polis aprovado por estes partidos onde estão previstas as demolições e com estas em curso e já com famílias pobres vitimadas, aparecem em plena pré-campanha eleitoral a tentar cavalgar o descontentamento das populações cujo grau de mobilização e organização não contou com as esferas de influência que estes partidos exercem na estrutura do Estado e na sua acção...
Esta entrada em cena com o comboio das demolições anunciado e em andamento, só vem mostrar a habitual hipcrosia que os move de colherem dividendos das lágrimas dos mais desprotegidos... quando podiam e deviam ter interferido antes nas cadeiras que ocupam...


LA Janeiro/2015

6 de janeiro de 2015

As demolições já estão a mostrar a sua face de vergonha!

As demolições já estão a mostrar a sua face de vergonha!

Começaram as demolições, num calendário de pressa e depois dos primeiros golpes em apoios de pesca, ontem o poderio policial e camartelos foi exibido no ilhéu das Ratas, concelho de Olhão, onde implacavelmente e sem salvaguardar as condições de alojamentos de algumas famílias, como determina a lei não cumprida, as casas foram derubadas sob os olhares dos habitantes...
O presidente Pina (PS) que havia prometido defender o povo de injustiças, fechou-se na sua redoma. Agora o camatelo e a força policial obediente avançam para a ilha de Faro, onde o troca-tintas do presidente Bacalhau tem tudo acertado para a acção, sem ter proporcionado as condições de alojamento pelo que ficam estes casos para nova ronda, recorrendo à divisão para reinar...
Este crime, cujas intenções de fundo virão a lume, ficará registado nas nossas consciências e terá o seu julgamento e punição! Não duvidem! O tempo explica tudo!


LA Janeiro/2014

3 de janeiro de 2015

... A propósito de tanto troar de trombetas municipais...

... A propósito de tanto troar de trombetas municipais...

Poesia

Fim de ano

Acabamos o ano a olhar para o céu
Sem olhar para a vida
Vidrados no foguetório fugaz
E voando nas palavras silenciosas
Em montras adornadas
Nas cores das mentiras pintadas
Soçobramos nas lautas festas vistosas
Escondido ao nosso lado ri o dono do cartaz
Que vale a ilusão repetida
De nos roubar por debaixo da púrpura do véu...


Alberto de Sousa
Janeiro/2014

1 de janeiro de 2015

::: a propósito da habitual vacuidade do discurso do analfabeto de Boliqueime...

::: a propósito da habitual vacuidade do discurso do analfabeto de Boliqueime...

... quem ouvir este dirigente do PCP, com as suas historias de Natal, ainda vai acreditar que o mal do país é um anátema apenas do conluio do PS com os inefáveis PSD/CDS... como se este conluio não tivesse a sua conversão às bençãos... e valores do sistema corrupto... palavresco no parlamento e nas tele... quando na rua os milhões que fazem greve e gritam saíram frustrados no propósito de exigir outro Governo e outro programa...

LA Janeiro/2015

18 de dezembro de 2014

PAEL de Albufeira: respira o culpado e asfixia o contribuinte?

Texto publicado na edição de hoje do jornal Barlavento

PAEL de Albufeira: respira o culpado e asfixia o contribuinte?

(Em fins de Novembro e sem contabilizar as receitas de IMI desse mês, a CMA tinha mais de 27 milhões em caixa)

Como é do conhecimento geral, o programa PAEL de socorro às autarquias em sufoco de contas da gestão pública, como instrumento financeiro para a aflicção da tesouraria transporta em si o descarregar das consequências dos limites máximos nas taxas e impostos sobre os munícipes, que as terão de suportar até ao fim de tal programa. Isto é, os munícipes, que apenas votaram quem gerisse bem, levam na carteira com os encargos de se ter gerido... mal.
Albufeira, à semelhança de outros municípios algarvios, foi um daqueles que precisou deste fôlego (16 milhões), pela forma como a crise apanhou a sobrevalorização das receitas e o elevado volume de encargos assumidos nas acções despesistas de governação e ostentação, perseguindo a ideia etérea e não sustentada de um município no topo da qualidade para se viver...
Como o sonho do paraíso caiu por terra, com milhares de casas e apartamentos vazios mais de metade do ano, sem circulação de pessoas e rendimentos, a realidade tornou-se dura com as cobranças de ouro a volatilizarem-se e a não se mostrarem suficientes para cumprir as tarefas mais simples do funcionamento de um município e, pior, acorrer às inumeras solicitações de carências várias de uma população residente que perdeu empregos e apoios sociais, ou trabalha sazonalmente sem que os rendimentos acudam os encargos familiares.
Um ano depois, com os sinais de investimentos públicos congelados e o arrefecimento dos privados, sempre cautelosos perante constrangimentos funcionais, enfrentamos uma situação entre a dificuldade e a dúvida, na medida em que se começa a discutir a possibilidade dos jogos partidários se sobreporem aos interesses colectivos do concelho, guardando receitas para a recta final do exercício em período de propaganda eleitoral... obrigando o tecido económico e por consequência o social, a sacrifícios injustos e até injustificados...
Alguns concelhos pelo país e o de Loulé na região algarvia preparam a liquidação do PAEL ainda este ano, exactamente pela constatação de que o futuro dos concelhos não pode ficar aprisionado de políticas egoico-partidárias, que mantenham uma asfixia dos tecidos reprodutores de riqueza e crescimento. Reunindo os meios financeiros que se oponham ao endividamento, faz todo o sentido equacionar o alívio dos contribuintes e relançar o interesse pela oferta, em concelhos que se sustentam de energias externas.
Como o concelho de Loulé não difere muito das características de fundo do concelho de Albufeira e se afirma em recuperação, assalta-nos a preocupação de que as palavras públicas do presidente da Câmara de Albufeira ter como esforço o pagamento total do PAEL até ao fim do mandato, logo daqui a três anos... não constituir um motivo de esperança ou de regozijo, porquanto a descriminação positiva a favor da Câmara, é um factor negativo na castigada comunidade que, como sempre dissemos, enfrenta duas crises que não criou...

Luís Alexandre
Presidente da ACOSAL

17 de dezembro de 2014

O Governo prepara a requisição civil na TAP

O Governo prepara a requisição civil na TAP

Pelo coro de traidores que nos governam, a que se juntam as centrais de patrões, todos escondidos no inalienável direito à greve, percebe-se que a pólvora está a ser preparada nos bastidores e sobe a decisão amanhã em Conselho de Ministros...
Para este Governo de traição nacional e sem base de apoio, o que interessa não é a independência nacional e a defesa de uma companhia de extrema importância estratégica, mas aplicar as ordens da Troika de venda ao desbarato do património do país.
Aos trabalhadores da TAP, que têm o apoio esmagador da população, cabe-lhes resistir e assumir a desobediência civil, porque só assim os vendilhões recuam.. ou caem!


LA Dezembro/2014

13 de dezembro de 2014

BES: a maior fraude dos tempos modernos

BES: a maior fraude dos tempos modernos

Com uma comissão parlamentar pouco interessada na divisão de um Banco em bom com sede e outro mau sem sede e detentor dos roubos aos bolsos dos portugueses, os portugueses que seguem esta novela de inquirição em que os responsáveis pelo saque viveram férias e tempo para reunir os meios de defesa, não restam ilusões de que a justiça... está claramente a ser diluída...
A família Espírito Santo e acólitos levam uma vitória, baralhando os dados, em supostas lutas de poder internas, sem que ninguém se importe em perguntar onde está o dinheiro roubado aos depositantes e accionistas!
Se quase 30 mil milhões subtraídos não são crime... para quê o espectáculo parlamentar? Deixem os ladrões ir à vida... como muitos outros no passado...


LA Dezembro/2014

12 de dezembro de 2014

Demolições na Ria Formosa: Bacalhau e ministro não confiam no presidente de Junta

Demolições na Ria Formosa: Bacalhau e ministro não confiam no presidente de Junta

Na mesma edição de ontem do jornal Barlavento, pode ler-se a ostracização de um correlegionário de partido - o PSD -, aparecendo Steven Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro a queixar-se de que só soube das demolições no Ramalhete depois de estas acontecerem... embora se trate da sua área geográfica de administração...
Logo, o que se poderá inferir deste facto de desconfiança em que um elemento que devia estar dentro... ficou de fora...
Não é de confiança? Inquinou o processo com declarações não gratas ao executivo camarário que colocam este ainda mais em cheque? Está contra as demolições?
Nada disto está explícito no papel desempenhado por Steven Piedade! Então do que se trata? O medo das consequências de um processo político atabalhoado...


LA Dezembro/2014

11 de dezembro de 2014

Demolições na Ria Formosa são decisão política

Texto publicado na edição de hoje do jornal Barlavento



Demolições na Ria Formosa são decisão política

Com a presença humana secular sobre o cordão dunar em respeito absoluto com a natureza, a concessão às Câmaras Municipais de Faro e Olhão de áreas desafectadas do domínio marítimo alterou as relações de força, com o estatuto social dos anos 50 e 60 a ditarem a ocupação sazonal em edifícios de betão, de um ou dois pisos, agravados posteriormente em plena democracia e maior poder aquisitivo de uma nova parte da população. Muitas das humildes barracas passaram a casas de valor acrescentado, misturando-se com as populações de pescadores, particularmente na ilha de Faro, onde a mobilidade está servida de cais de acostagem e ponte rodoviária.
Nas outras ilhas barreira apenas dependentes da navegação, o assédio foi menor, com o surgimento de outras habitações mais ligado a raízes familiares e à fixação de novas gerações de profissionais da pesca e mariscadores. Toda esta ocupação foi feita debaixo dos olhos das autoridades ou a com a sua conivência e rendimentos, e só mais tarde condicionada pelos planos de ordenamento da costa algarvia...
Nos últimos anos, com a visibilidade dos recursos naturais da Ria Formosa e a saturação do Barlavento algarvio, os ventos do poder em Lisboa (PS, PSD e CDS), encetaram uma linguagem de suposta mudança, de necessidade de requalificar e renaturalizar esta área lagunar, ao mesmo tempo que foram impondo regras apertadas e injustas sobre os milhares de profissionais que dali vivem, privilegiando as utilizações e apoios para uso balnear - casos da Deserta e da Fuzeta -, pondo anos a fio na gaveta renovadas promessas eleitorais de regeneração dos fundos com as dragagens vitais para a reprodução da riqueza, tal como a construção dos equipamentos para travar as descargas poluentes nos concelhos de Faro e Olhão.
No fundo, a estratégia governamental da renaturalização entregue a uma corporação de empregos no Programa Polis em conjunto com as Câmaras, ataca mais sobre a areia e deixa as águas ao abandono, deixando transparecer que se trata de razões políticas e interesses ainda não esclarecidos que regem a presença de um ministro para lançar a primeira pedra abaixo em barracos irrelevantes numa margem do canal da cidade para a praia de Faro.
A investida das demolições, antecedida de justificações que foram caindo, refugia-se tenuamente nas condições de segurança de bens e pessoas, tombado o argumento do domínio marítimo violado em vários locais da linha de água (Fuzeta, Cabanas de Tavira e na Praia de Faro). E falar de insegurança sobre casas em zonas de uma maneira geral seguras em contraste com os “arranha-céus” autorizados e desprotegidos, afirma-se uma falácia que realça a injustiça denunciada firmemente pelos moradores e pescadores, que inclusivé pediram explicações ao executivo camarário, ouvindo evasivas, enquanto preparava com o Governo um simulacro policial intimidatório, demonstrando que tem um plano que pode recorrer à violência sobre quaisquer actos de resistência.  

Luís Alexandre
 

5 de dezembro de 2014

Um Bacalhau e um ministro do Ambiente em sintonia

Um Bacalhau e um ministro do Ambiente em sintonia
(A propósito das demolições sem relevância iniciadas ontem)

Com o espectáculo de imprensa bem montado para ir buscar intencionalmente apoios fora da região, vendendo uma imagem de preocupação pelo ambiente, que nunca aconteceu, Governo, Câmara e Polis mostram a face de primeiro demolir, prometendo a satisfação das reivindicações (as eternamente adiadas dragagens e fim da emissão de efluentes tóxicos para as águas da Ria, em Faro e Olhão) para o próximo ano... as primeiras e, sem compromissos, a segunda...
Bem avisámos que Bacalhau não joga sério... fazendo parte do plano traçado para as outras acções que podem incorrer em violência sobre a resistência...
Entretanto, sem planos para o dito realojamento da primeira habitação, esta circunstância está a ser usada como factor de divisão dos atingidos, parcelando as intervenções...


LA Dezembro/2014

2 de dezembro de 2014

Comissão de inquérito ao BES

Comissão de inquérito ao BES

O parlamento e as suas montagens tantos meses depois, mostraram ao país que este órgão não passa de um verbo de encher, quando nas suas costas o PR, o Governo. o BdP, a CMVM e o BCE, decidiram salvar a face do sistema com a famosa divisão em bom e mau...
Hoje, nas declarações, percebeu-se que o golpe teve um segundo falhanço, quando Vitor Bento e a Maria Swapp se contradisseram sobre financiamento do enorme buraco provocado pela camarilha Espírito Santo... que se mantém à solta...
As perguntas desta comissão, que não incomoda os intervenientes, limita-se ao show-off de apagar a sua irresponsabilidade, quando das palavras do regulador e do auditor, se deduz que o BES vinha em criminalidade absoluta no uso da confiança dos depositantes e accionistas...


LA Dezembro/2014

30 de novembro de 2014

Show-off do executivo PSD/CDS em Faro

Show-off do executivo PSD/CDS em Faro

Com a última tranche do PAEL nas mãos, um pouco mais de três milhões de euros, o executivo farense que gere sobre dívidas e quase paralisação da actividade, teve novamente de se gabar a si mesmo, dando nota à imprensa que ia fazer o bem... de saldar dívidas atrasadas...
Na mesma nota, com parcimônia, também jurou aos credores não mais pôr a pata na poça de comprar sem pagar... e avisou que só os custos desta nova dívida (PAEL), se estendem até 2034, com o custo anual de mais de um milhão de euros, sem assumir que esta condenação das más gestões recaem sobre os munícipes com as taxas máximas até lá... 


LA Novembro/2014

20 de novembro de 2014

Sazonalidade: executivo de Albufeira aos papéis...

Texto actual publicado na edição de hoje do jornal "Barlavento"

Sazonalidade: executivo de Albufeira aos papéis...

Um ano depois das promessas eleitorais e porque o problema se tornou num monstro de desertificação depois dos fins de Outubro, com as moscas a tomarem conta da cidade pelo justificado encerramento de quase 90% dos negócios, a começar no eixo da hotelaria, factos que vieram em crescendo depois de fechados há sete anos os dossier dos dinheiros desperdiçados do Programa Polis/Câmara, o executivo camarário resolveu surpreender os empresários com um pedido de reunião para a discussão do problema da sazonalidade.
Como este problema foi sempre desvalorizado pelo poder, porque até ao rebentamento da crise geral vivia em confortável almofada de subida de receitas, como tem mexido com a economia e a imagem da cidade e trazido desestabilização financeira às empresas e ao emprego, subindo o tom das queixas empresariais e agravadas as assimetrias sociais, reconhecendo o executivo situações de extrema gravidade, houve um acordar para o problema, quando já tivemos o pássaro na mão com milhares de turistas a circular em estadias de meses de aproveitamento do sol de Inverno e o deixámos voar pelo acumulado de decisões políticas e de má gestão, preferindo a cosmética e o despesismo ao prevalecer dos valores históricos e culturais, factores específicos de atracção na estação baixa, aliados à amenidade do clima.
Trazido finalmente o tema para a agenda política, devido à persistência determinante da ACOSAL, o executivo camarário preferiu o figurino de ouvir... para agir... sem que fosse possível esconder a incomodidade do assunto e alguma nebolosidade estratégica, de que este fenómeno, se tem raízes locais e regionais, só pode ser aliviado por um conjunto de factores que envolvem um grande número de entidades oficiais e privadas, nem sempre capazes de ouvir... algumas até insensíveis... ou satisfeitas com os resultados macro-económicos...
Albufeira não é uma ilha e, tal como o Algarve no seu conjunto, tem sido relegada por força do crescimento de outras regiões, quando a visão do poder central cada vez mais nos confina e avalia como destino de sol e praia...
No contexto criado, Albufeira tem um trabalho de casa a ser feito para encontrar respostas nada fáceis, que não pode ser dissociado de uma frente regional, onde factores como as portagens (tendo a região perdido centenas de milhares de dormidas, refeições e compras avulsas), as condições das vias de comunicação, a divulgação do património, a necessidade de eventos, a publicidade e o envolvimento dos operadores são factores predominantes.
Dado o peso do Turismo na economia da região, também é justo trazer a talhe de foice a indiferença generalizada dos deputados algarvios instalados no parlamento. Se conhecem os problemas, as suas vozes e práticas ignoram-nos, não assumindo posições mais determinantes nas políticas orçamentais. O mesmo serve para a AMAL, na sua dormência...
A sazonalidade não é uma reclamação... é um flagelo!


Luis Alexandre
Presidente da ACOSAL

17 de novembro de 2014

Demolições nas ilhas barreira

Demolições nas ilhas barreira

Depois da última fracção no seio do executivo farense, com a coligação PSD/CDS/PPM a mostrar claramente que quer as demolições e como a resistência dos pescadores e moradores tem o apoio da imensa maioria da população de Faro, devemos desde já responsabilizar esta coligação por quaisquer actos de agressão sobre o direito à resistência e à indignação da população. Os ensaios policiais de dias atrás mostram que o plano de violência está há muito cozinhado... dependendo apenas do melhor momento...

LA Novembro/2014

13 de novembro de 2014

PSD, CDS e PS têm um plano para legalizar a Justiça!



PSD, CDS e PS têm um plano para legalizar a Justiça!

Em sucessivas reuniões secretas, os indicados pelos respectivos partidos, Jardim, Portas e Sócrates, têm já uma proposta definitiva para a chamada (In)justiça, levando a sério o sector e propondo a sujectividade da palavra culpa, definindo-a em escalões e propondo:
1. A culpa desaparece acima de um milhão de euros, por relevância da carreira política ou apresentação de prova de financiamento dos partidos em causa;
2. Abaixo deste valor, protegem-se os cartões e relevantes serviços partidários;
3. As pessoas e casos não previstos nas clausulas têm sempre a possibilidade de apagar qualquer abstrata decisão com relevantes contributos a definir.
4. Quaisquer acusações de crimes menores não condenadas ou simples acusações sobre detentores de grandes actos de gestão ou fortunas e a citação de autores, são consideradas crimes públicos e abrangidos pelo código penal agravado. 

Documento aprovado por antecipada unanimidade