12 de dezembro de 2014

Demolições na Ria Formosa: Bacalhau e ministro não confiam no presidente de Junta

Demolições na Ria Formosa: Bacalhau e ministro não confiam no presidente de Junta

Na mesma edição de ontem do jornal Barlavento, pode ler-se a ostracização de um correlegionário de partido - o PSD -, aparecendo Steven Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro a queixar-se de que só soube das demolições no Ramalhete depois de estas acontecerem... embora se trate da sua área geográfica de administração...
Logo, o que se poderá inferir deste facto de desconfiança em que um elemento que devia estar dentro... ficou de fora...
Não é de confiança? Inquinou o processo com declarações não gratas ao executivo camarário que colocam este ainda mais em cheque? Está contra as demolições?
Nada disto está explícito no papel desempenhado por Steven Piedade! Então do que se trata? O medo das consequências de um processo político atabalhoado...


LA Dezembro/2014

11 de dezembro de 2014

Demolições na Ria Formosa são decisão política

Texto publicado na edição de hoje do jornal Barlavento



Demolições na Ria Formosa são decisão política

Com a presença humana secular sobre o cordão dunar em respeito absoluto com a natureza, a concessão às Câmaras Municipais de Faro e Olhão de áreas desafectadas do domínio marítimo alterou as relações de força, com o estatuto social dos anos 50 e 60 a ditarem a ocupação sazonal em edifícios de betão, de um ou dois pisos, agravados posteriormente em plena democracia e maior poder aquisitivo de uma nova parte da população. Muitas das humildes barracas passaram a casas de valor acrescentado, misturando-se com as populações de pescadores, particularmente na ilha de Faro, onde a mobilidade está servida de cais de acostagem e ponte rodoviária.
Nas outras ilhas barreira apenas dependentes da navegação, o assédio foi menor, com o surgimento de outras habitações mais ligado a raízes familiares e à fixação de novas gerações de profissionais da pesca e mariscadores. Toda esta ocupação foi feita debaixo dos olhos das autoridades ou a com a sua conivência e rendimentos, e só mais tarde condicionada pelos planos de ordenamento da costa algarvia...
Nos últimos anos, com a visibilidade dos recursos naturais da Ria Formosa e a saturação do Barlavento algarvio, os ventos do poder em Lisboa (PS, PSD e CDS), encetaram uma linguagem de suposta mudança, de necessidade de requalificar e renaturalizar esta área lagunar, ao mesmo tempo que foram impondo regras apertadas e injustas sobre os milhares de profissionais que dali vivem, privilegiando as utilizações e apoios para uso balnear - casos da Deserta e da Fuzeta -, pondo anos a fio na gaveta renovadas promessas eleitorais de regeneração dos fundos com as dragagens vitais para a reprodução da riqueza, tal como a construção dos equipamentos para travar as descargas poluentes nos concelhos de Faro e Olhão.
No fundo, a estratégia governamental da renaturalização entregue a uma corporação de empregos no Programa Polis em conjunto com as Câmaras, ataca mais sobre a areia e deixa as águas ao abandono, deixando transparecer que se trata de razões políticas e interesses ainda não esclarecidos que regem a presença de um ministro para lançar a primeira pedra abaixo em barracos irrelevantes numa margem do canal da cidade para a praia de Faro.
A investida das demolições, antecedida de justificações que foram caindo, refugia-se tenuamente nas condições de segurança de bens e pessoas, tombado o argumento do domínio marítimo violado em vários locais da linha de água (Fuzeta, Cabanas de Tavira e na Praia de Faro). E falar de insegurança sobre casas em zonas de uma maneira geral seguras em contraste com os “arranha-céus” autorizados e desprotegidos, afirma-se uma falácia que realça a injustiça denunciada firmemente pelos moradores e pescadores, que inclusivé pediram explicações ao executivo camarário, ouvindo evasivas, enquanto preparava com o Governo um simulacro policial intimidatório, demonstrando que tem um plano que pode recorrer à violência sobre quaisquer actos de resistência.  

Luís Alexandre
 

5 de dezembro de 2014

Um Bacalhau e um ministro do Ambiente em sintonia

Um Bacalhau e um ministro do Ambiente em sintonia
(A propósito das demolições sem relevância iniciadas ontem)

Com o espectáculo de imprensa bem montado para ir buscar intencionalmente apoios fora da região, vendendo uma imagem de preocupação pelo ambiente, que nunca aconteceu, Governo, Câmara e Polis mostram a face de primeiro demolir, prometendo a satisfação das reivindicações (as eternamente adiadas dragagens e fim da emissão de efluentes tóxicos para as águas da Ria, em Faro e Olhão) para o próximo ano... as primeiras e, sem compromissos, a segunda...
Bem avisámos que Bacalhau não joga sério... fazendo parte do plano traçado para as outras acções que podem incorrer em violência sobre a resistência...
Entretanto, sem planos para o dito realojamento da primeira habitação, esta circunstância está a ser usada como factor de divisão dos atingidos, parcelando as intervenções...


LA Dezembro/2014

2 de dezembro de 2014

Comissão de inquérito ao BES

Comissão de inquérito ao BES

O parlamento e as suas montagens tantos meses depois, mostraram ao país que este órgão não passa de um verbo de encher, quando nas suas costas o PR, o Governo. o BdP, a CMVM e o BCE, decidiram salvar a face do sistema com a famosa divisão em bom e mau...
Hoje, nas declarações, percebeu-se que o golpe teve um segundo falhanço, quando Vitor Bento e a Maria Swapp se contradisseram sobre financiamento do enorme buraco provocado pela camarilha Espírito Santo... que se mantém à solta...
As perguntas desta comissão, que não incomoda os intervenientes, limita-se ao show-off de apagar a sua irresponsabilidade, quando das palavras do regulador e do auditor, se deduz que o BES vinha em criminalidade absoluta no uso da confiança dos depositantes e accionistas...


LA Dezembro/2014

30 de novembro de 2014

Show-off do executivo PSD/CDS em Faro

Show-off do executivo PSD/CDS em Faro

Com a última tranche do PAEL nas mãos, um pouco mais de três milhões de euros, o executivo farense que gere sobre dívidas e quase paralisação da actividade, teve novamente de se gabar a si mesmo, dando nota à imprensa que ia fazer o bem... de saldar dívidas atrasadas...
Na mesma nota, com parcimônia, também jurou aos credores não mais pôr a pata na poça de comprar sem pagar... e avisou que só os custos desta nova dívida (PAEL), se estendem até 2034, com o custo anual de mais de um milhão de euros, sem assumir que esta condenação das más gestões recaem sobre os munícipes com as taxas máximas até lá... 


LA Novembro/2014

20 de novembro de 2014

Sazonalidade: executivo de Albufeira aos papéis...

Texto actual publicado na edição de hoje do jornal "Barlavento"

Sazonalidade: executivo de Albufeira aos papéis...

Um ano depois das promessas eleitorais e porque o problema se tornou num monstro de desertificação depois dos fins de Outubro, com as moscas a tomarem conta da cidade pelo justificado encerramento de quase 90% dos negócios, a começar no eixo da hotelaria, factos que vieram em crescendo depois de fechados há sete anos os dossier dos dinheiros desperdiçados do Programa Polis/Câmara, o executivo camarário resolveu surpreender os empresários com um pedido de reunião para a discussão do problema da sazonalidade.
Como este problema foi sempre desvalorizado pelo poder, porque até ao rebentamento da crise geral vivia em confortável almofada de subida de receitas, como tem mexido com a economia e a imagem da cidade e trazido desestabilização financeira às empresas e ao emprego, subindo o tom das queixas empresariais e agravadas as assimetrias sociais, reconhecendo o executivo situações de extrema gravidade, houve um acordar para o problema, quando já tivemos o pássaro na mão com milhares de turistas a circular em estadias de meses de aproveitamento do sol de Inverno e o deixámos voar pelo acumulado de decisões políticas e de má gestão, preferindo a cosmética e o despesismo ao prevalecer dos valores históricos e culturais, factores específicos de atracção na estação baixa, aliados à amenidade do clima.
Trazido finalmente o tema para a agenda política, devido à persistência determinante da ACOSAL, o executivo camarário preferiu o figurino de ouvir... para agir... sem que fosse possível esconder a incomodidade do assunto e alguma nebolosidade estratégica, de que este fenómeno, se tem raízes locais e regionais, só pode ser aliviado por um conjunto de factores que envolvem um grande número de entidades oficiais e privadas, nem sempre capazes de ouvir... algumas até insensíveis... ou satisfeitas com os resultados macro-económicos...
Albufeira não é uma ilha e, tal como o Algarve no seu conjunto, tem sido relegada por força do crescimento de outras regiões, quando a visão do poder central cada vez mais nos confina e avalia como destino de sol e praia...
No contexto criado, Albufeira tem um trabalho de casa a ser feito para encontrar respostas nada fáceis, que não pode ser dissociado de uma frente regional, onde factores como as portagens (tendo a região perdido centenas de milhares de dormidas, refeições e compras avulsas), as condições das vias de comunicação, a divulgação do património, a necessidade de eventos, a publicidade e o envolvimento dos operadores são factores predominantes.
Dado o peso do Turismo na economia da região, também é justo trazer a talhe de foice a indiferença generalizada dos deputados algarvios instalados no parlamento. Se conhecem os problemas, as suas vozes e práticas ignoram-nos, não assumindo posições mais determinantes nas políticas orçamentais. O mesmo serve para a AMAL, na sua dormência...
A sazonalidade não é uma reclamação... é um flagelo!


Luis Alexandre
Presidente da ACOSAL

17 de novembro de 2014

Demolições nas ilhas barreira

Demolições nas ilhas barreira

Depois da última fracção no seio do executivo farense, com a coligação PSD/CDS/PPM a mostrar claramente que quer as demolições e como a resistência dos pescadores e moradores tem o apoio da imensa maioria da população de Faro, devemos desde já responsabilizar esta coligação por quaisquer actos de agressão sobre o direito à resistência e à indignação da população. Os ensaios policiais de dias atrás mostram que o plano de violência está há muito cozinhado... dependendo apenas do melhor momento...

LA Novembro/2014