11 de março de 2014

Setenta personalidades querem reestruturação da dívida?




Setenta personalidades querem reestruturação da dívida?

De tempos a tempos, a sociedade emerge velhos eloquentes comprometidos com as más governações e agora vieram a público como conselheiros e visionários de uma insolvência a prazo. Sem reestruturação não há economia e nem país, dizem em veredicto! Então o que andaram a fazer?
Da direita à “esquerda”, de Ferreira Leite a Cravinho e Louçã, os dois braços do capitalismo apoiado em reformados no essencial, querem sobreviver como resguardo do que nunca entenderam e para o qual trabalharam. Sem questionar a dívida que ajudaram a construir, sem nenhuma autoridade perante os velhos amigos credores, querem agora o perdão dos seus excessos permitidos, como subscritores nos lugares que ocuparam ou ocupam…
Toda esta encenação, mais uma para o caixote do lixo e justificar os sorrisos do Governo, não coloca o centro de gravidade do descontentamento popular nas políticas fascistas e subservientes deste Governo mas, apenas na dívida onde chafurdaram e lhes traz pouco peso na consciência… porque não vão além das palavras…
Passos calou-os a quente, dizendo que não sabem o que dizem e porque as mordomias que usufruem, as culpas  e o reumático físico e mental também não lhes dá para mais…
O povo está por sua conta… e tem de fazer contas rapidamente! O derrube deste Governo continua como prioridade! Por um Governo Democrático Popular!

Luís Alexandre
Março 2014

10 de março de 2014

Afinal o que é o compromisso social pedido por Cavaco?




Afinal o que é o compromisso social pedido por Cavaco?

O soba-mor, com o rabo na presidência, de tempos a tempos, por prevenção e ordens, cumpre o seu papel estratégico de trazer a populaça agarrada às mentiras que sustentam o pagamento da dívida fraudulenta.
Estes apelos desesperados com conhecimento de causa do descontrolo da situação do país, envolta em declarações variadas de figurões internacionais que dizem que fazemos milagres quando a realidade é de fome, miséria e doença, visam trazer o PS debaixo de rédea para que os objectivos do primeiro plano e do segundo já preparado pela Troika, possa continuar ditando o roubo dos salários, reformas e condições gerais de vida dos portugueses.
Cavaco, comandante-em-chefe do gabinete nacional dos planos da Troika liderada pelo imperialismo alemão, não descura o seu papel paterno e se escreve em livro as ordens, como a sugestão do programa cautelar que o Governo cora em assumir, por outro lado, lança avisos que a política de roubo instituído vai consolidar-se nos números actuais e por muitos, muitos anos, sendo portanto necessário que o PS não fuja do rebanho.
Todo este trabalho planeado ao pormenor mostra como este Governo de traição nacional se mantém pela mão de Seguro e da direcção do PS, ainda que do lado de lá esteja a massa popular espoliada e que lhe serve de base e tarda em abrir os olhos. O mesmo é igual para a CGTP, que não pára com os círculos enquanto o Governo factura!
Cavaco, sempre soube ao que anda!

Luís Alexandre

7 de março de 2014

Viva o 8 de Março! Viva as mulheres!



Ensaio

Viva o 8 de Março! Viva as mulheres!

A propósito da grandiosidade deste dia que marca a História com uma revolta de mulheres, a razão deste escrito deve-se à forma oportunista como uma data que deveria ser uma construção de gerações, se transformou pelas mãos de matreiros agentes do capital que odeiam as ideias que não lhes pertencem, não nascem no seu seio e se opõem, numa panaceia animalesca de comemorações fúteis e sem o conhecimento dos factos que justificam a comemoração!
Num café da cidade de Faro, numa tertúlia de amigos bem entrados na idade, escutei conversas sobre as combinações de folia em preparação e com todo o meu ser arrepiado, ouvi uma mulher fazer rir a plateia, curiosamente na presença do marido, dizendo que poucos anos atrás tinha estado num jantar animado e acabaram num bar a ver a ver sexo ao vivo, levando a idade e o pudor do desabafo a adiantar que deveria ser só a fingir…
As mulheres de Nova Iorque, que lutavam pela redução do horário de trabalho de 16 horas diários e um salário três vezes mais baixo que os homens… não têm nenhuma razão para satisfação… sabendo que o capitalismo mantém as garras afiadas e arrasta as mulheres pelo chão…

7 de Março de 2014
Luís Alexandre 

3 de março de 2014




Assembleia Municipal de Faro: PSD ajoelha a dita oposição!

Num acto de contrição de puros intuitos eleitorais, o PSD local, face à sonolência da “oposição”, tomou a iniciativa de elaborar uma lista de pedidos ao Governo da cor, o mesmo que tem sonegado objectivamente as soluções, e com isso arrastou-os para uma unanimidade comovente, mas esclarecedora.
A propósito da variante a Faro, infestada de múmias e argumentos fantasmas, o PSD concelhio apresenta uma lista de reivindicações ao seu próprio Governo e todos os assentos da assembleia foram lá assinar, quando lhes pertencia… a iniciativa e a acção… agora liderada por profissionais em contornar montanhas e com o claro objectivo de levar a propaganda até à contagem dos votos…
Curiosamente, o PSD fala de reivindicações locais, até à visão de uma ligação ferroviária ao aeroporto mas, questões tão urgentes como a sanidade da Ria Formosa, a conclusão das obras na EN 125, o fim do estrangulamento da economia regional depois do AVC na “Via do Infante” ou a miséria instalada pelo desemprego, sazonalidade, roubo nos salários e reformas, falta de assistência médica e medicamentosa, foram trazidas a lume e nem a oposição ajoelhada fez notar o esquecimento…
Os bigodes de Carnaval ganharam de dia e… pelos vistos… de noite… em sexta-feira de Carnaval…

2 de março de 2014

Relvas e Coelho: as reservas de Portugal!


Relvas e Coelho: as reservas de Portugal!
 

Ainda longe dos dias pascais de ressurreição e mais propriamente em vésperas de máscaras, os siameses da destruição do país e assinantes da subserviência aos rapinadores da nossa economia e finanças, PSD/CDS (cada vez mais irrevogáveis...) e PS, preparam uma nova farsa eleitoral de serem alternativas a si próprios...
Com os cabeças nomeados, um tal Rangel e um tal Assis, gente que não vai longe sozinhos, já têm os mentores a cuidar das máquinas invisíveis, curiosamente, dois ratos manobradores, que sabem sair de cena para voltar pela porta grande, juntando-se aos louros na noite em que os portugueses, tal como Egas Moniz, vão entregar os votos da sua honra... para continuarem a ser roubados...

25 de fevereiro de 2014

AHRESP obriga associados a pagarem o preço da sua servidão!


Uma das muitas associações que se arrastam em problemas da sua subserviência aos diversos canais do poder, é a AHRESP! Senta-se à mesa com todos os partidos do poder e vem sempre de mãos a abanar...
Aceitou o aumento do IVA para o sector sem mobilização dos associados e depois que foi aprovado o seu discurso e curso nunca mais mudou, de pretender inverter o aprovado em palavras que vão com o vento e à espera que os causadores retirem a cuasa...
A AHRESP é o exemplo típico de como os empresários estão mal entregues, são engolidos pelos factos que lhes são anunciados previamente, restando-lhes o papel da caramunha, devidamente planeado, como forma de limpar a face...
Passados dois anos e muitas lágrimas de crocodilo, esta associação ainda está nos corredores da lamechice... esperando apenas misericórdia...

20 de fevereiro de 2014




Cartas não recebidas por um escritor

Caro colega que me escuta, escrevo-lhe estas linhas de fim de tarde embrulhado e cinzenta, quanto o baloiçar e as cores das minhas ideias que se agitam sem parar no interior do meu cérebro. Se a arte de escrever já é em si, entre outras frentes, um acto recriminatório do que vemos em redor, pior ficamos quando esse redor, esmaga o que escrevemos, suplantando a crueldade dos factos.
O fogo, descoberto pelo homem para usufruto, também se torna seu inimigo quando se revolta. Como todas as forças da natureza se disponibilizaram para servir a inteligência e aperfeiçoar os meios sociais, tal como o fogo cerebral, quando se descuram as formas de ser ateado e usado, podem destroçar o que produzimos, bem como a harmonia e justiça da sociedade.
Ardeu uma casa pobre entre as muitas outras ao lado. Levam décadas de existência como alojamento provisório, tal como as ideias que projectamos para um novo trabalho literário que deixamos em suspenso para novas oportunidades de intervenção. Uma casa ardida sem remédio, apenas tirou uma árvore da floresta descuidada e exposta à incúria e a novos incidentes. Os seus ocupantes e os seus andrajos foram alvo do mediatismo fotográfico e das habituais rábulas jornalísticas de ocasião, que fazem o ladrão manter-se de pé. Ficou o espaço limpo da casa e ficou o extenso ramalhete contíguo da penúria que oferece os mesmos riscos de incêndio fortuito. As ideias que armazenámos, ainda que ardam enquanto permanecem no quintal reservado nos vários sótãos do cérebro, não têm o efeito de calamidade pessoal e, muito menos, colectiva.
Os homens e mulheres que se escondem nos cargos políticos, fizeram opções de interrupção ou de início de carreira, embalados numa escola de valores que lhes dava garantias de uma supremacia social com todos os reflexos radiantes de uma carteira mais avolumada e sustentável na consistência do Estado e da protecção que este reserva aos seus eleitos acobertados nos supermercados partidários.
Nós, caro colega, julgando que pensa como eu, os que incendiamos a alma e queimamos muitas energias para levar mensagens, vemo-nos desprovidos do respeito e implementada de forma ardilosa, a desvalorização do nosso trabalho. O fogo da ignorância política avançou avassaladoramente sobre o papel dos livros, queimando até as necessárias bibliotecas como pilares da transmissão de conhecimentos às gerações. Um livro deixou de ser uma necessidade estrutural - uma semente - e, as bibliotecas ficaram reféns das disponibilidades financeiras dos decisores, que o foram espalhar em inaugurações de valor pouco acrescentado e memorial.
Ardeu uma casa, o presidente sabe que não escapa à ocorrência e age mais por obrigação e oportunismo social de notícia para o futuro, do que pela satisfação de uma família que já desesperava. Cortada a árvore, manteve-se a floresta de desespero, de lixo e escândalo. A limpeza ficou por fazer sem prazos. O mediatismo teve os seus elogios localizados, dos mesmos que silenciam a morte dos livros e da sua relevância histórica.
Se a desgraça de uns pode ter alcance, um livro pode desestabilizar esse alcance. Daí o temor! Caro colega, que espero ainda aí esteja a escutar-me, a baixeza de certos homens e mulheres que cavalgam as coisas públicas e se vangloriam de ser diferentes porque eleitos, contraria as páginas das suas afirmações e o quadro das acções que, na maior parte das vezes são arte mal desenhada, planeada e acabada, como, não raras vezes, insustentada. A nós, que apenas temos vontade, ideias amadurecidas e caneta para as tornar também públicas, resta-nos porfiar que no amanhã, os poucos leitores que se aproximam, porque a maioria é assim afastada, aumentem a coragem de atear o fogo que limpará os campos de uma Cultura florescente ao serviço de todos.
Despeço-me da sua ausência, pensando em nova oportunidade de lhe escrever.

Faro, 20 de Fevereiro de 2014
Luís Alexandre