3 de março de 2014




Assembleia Municipal de Faro: PSD ajoelha a dita oposição!

Num acto de contrição de puros intuitos eleitorais, o PSD local, face à sonolência da “oposição”, tomou a iniciativa de elaborar uma lista de pedidos ao Governo da cor, o mesmo que tem sonegado objectivamente as soluções, e com isso arrastou-os para uma unanimidade comovente, mas esclarecedora.
A propósito da variante a Faro, infestada de múmias e argumentos fantasmas, o PSD concelhio apresenta uma lista de reivindicações ao seu próprio Governo e todos os assentos da assembleia foram lá assinar, quando lhes pertencia… a iniciativa e a acção… agora liderada por profissionais em contornar montanhas e com o claro objectivo de levar a propaganda até à contagem dos votos…
Curiosamente, o PSD fala de reivindicações locais, até à visão de uma ligação ferroviária ao aeroporto mas, questões tão urgentes como a sanidade da Ria Formosa, a conclusão das obras na EN 125, o fim do estrangulamento da economia regional depois do AVC na “Via do Infante” ou a miséria instalada pelo desemprego, sazonalidade, roubo nos salários e reformas, falta de assistência médica e medicamentosa, foram trazidas a lume e nem a oposição ajoelhada fez notar o esquecimento…
Os bigodes de Carnaval ganharam de dia e… pelos vistos… de noite… em sexta-feira de Carnaval…

2 de março de 2014

Relvas e Coelho: as reservas de Portugal!


Relvas e Coelho: as reservas de Portugal!
 

Ainda longe dos dias pascais de ressurreição e mais propriamente em vésperas de máscaras, os siameses da destruição do país e assinantes da subserviência aos rapinadores da nossa economia e finanças, PSD/CDS (cada vez mais irrevogáveis...) e PS, preparam uma nova farsa eleitoral de serem alternativas a si próprios...
Com os cabeças nomeados, um tal Rangel e um tal Assis, gente que não vai longe sozinhos, já têm os mentores a cuidar das máquinas invisíveis, curiosamente, dois ratos manobradores, que sabem sair de cena para voltar pela porta grande, juntando-se aos louros na noite em que os portugueses, tal como Egas Moniz, vão entregar os votos da sua honra... para continuarem a ser roubados...

25 de fevereiro de 2014

AHRESP obriga associados a pagarem o preço da sua servidão!


Uma das muitas associações que se arrastam em problemas da sua subserviência aos diversos canais do poder, é a AHRESP! Senta-se à mesa com todos os partidos do poder e vem sempre de mãos a abanar...
Aceitou o aumento do IVA para o sector sem mobilização dos associados e depois que foi aprovado o seu discurso e curso nunca mais mudou, de pretender inverter o aprovado em palavras que vão com o vento e à espera que os causadores retirem a cuasa...
A AHRESP é o exemplo típico de como os empresários estão mal entregues, são engolidos pelos factos que lhes são anunciados previamente, restando-lhes o papel da caramunha, devidamente planeado, como forma de limpar a face...
Passados dois anos e muitas lágrimas de crocodilo, esta associação ainda está nos corredores da lamechice... esperando apenas misericórdia...

20 de fevereiro de 2014




Cartas não recebidas por um escritor

Caro colega que me escuta, escrevo-lhe estas linhas de fim de tarde embrulhado e cinzenta, quanto o baloiçar e as cores das minhas ideias que se agitam sem parar no interior do meu cérebro. Se a arte de escrever já é em si, entre outras frentes, um acto recriminatório do que vemos em redor, pior ficamos quando esse redor, esmaga o que escrevemos, suplantando a crueldade dos factos.
O fogo, descoberto pelo homem para usufruto, também se torna seu inimigo quando se revolta. Como todas as forças da natureza se disponibilizaram para servir a inteligência e aperfeiçoar os meios sociais, tal como o fogo cerebral, quando se descuram as formas de ser ateado e usado, podem destroçar o que produzimos, bem como a harmonia e justiça da sociedade.
Ardeu uma casa pobre entre as muitas outras ao lado. Levam décadas de existência como alojamento provisório, tal como as ideias que projectamos para um novo trabalho literário que deixamos em suspenso para novas oportunidades de intervenção. Uma casa ardida sem remédio, apenas tirou uma árvore da floresta descuidada e exposta à incúria e a novos incidentes. Os seus ocupantes e os seus andrajos foram alvo do mediatismo fotográfico e das habituais rábulas jornalísticas de ocasião, que fazem o ladrão manter-se de pé. Ficou o espaço limpo da casa e ficou o extenso ramalhete contíguo da penúria que oferece os mesmos riscos de incêndio fortuito. As ideias que armazenámos, ainda que ardam enquanto permanecem no quintal reservado nos vários sótãos do cérebro, não têm o efeito de calamidade pessoal e, muito menos, colectiva.
Os homens e mulheres que se escondem nos cargos políticos, fizeram opções de interrupção ou de início de carreira, embalados numa escola de valores que lhes dava garantias de uma supremacia social com todos os reflexos radiantes de uma carteira mais avolumada e sustentável na consistência do Estado e da protecção que este reserva aos seus eleitos acobertados nos supermercados partidários.
Nós, caro colega, julgando que pensa como eu, os que incendiamos a alma e queimamos muitas energias para levar mensagens, vemo-nos desprovidos do respeito e implementada de forma ardilosa, a desvalorização do nosso trabalho. O fogo da ignorância política avançou avassaladoramente sobre o papel dos livros, queimando até as necessárias bibliotecas como pilares da transmissão de conhecimentos às gerações. Um livro deixou de ser uma necessidade estrutural - uma semente - e, as bibliotecas ficaram reféns das disponibilidades financeiras dos decisores, que o foram espalhar em inaugurações de valor pouco acrescentado e memorial.
Ardeu uma casa, o presidente sabe que não escapa à ocorrência e age mais por obrigação e oportunismo social de notícia para o futuro, do que pela satisfação de uma família que já desesperava. Cortada a árvore, manteve-se a floresta de desespero, de lixo e escândalo. A limpeza ficou por fazer sem prazos. O mediatismo teve os seus elogios localizados, dos mesmos que silenciam a morte dos livros e da sua relevância histórica.
Se a desgraça de uns pode ter alcance, um livro pode desestabilizar esse alcance. Daí o temor! Caro colega, que espero ainda aí esteja a escutar-me, a baixeza de certos homens e mulheres que cavalgam as coisas públicas e se vangloriam de ser diferentes porque eleitos, contraria as páginas das suas afirmações e o quadro das acções que, na maior parte das vezes são arte mal desenhada, planeada e acabada, como, não raras vezes, insustentada. A nós, que apenas temos vontade, ideias amadurecidas e caneta para as tornar também públicas, resta-nos porfiar que no amanhã, os poucos leitores que se aproximam, porque a maioria é assim afastada, aumentem a coragem de atear o fogo que limpará os campos de uma Cultura florescente ao serviço de todos.
Despeço-me da sua ausência, pensando em nova oportunidade de lhe escrever.

Faro, 20 de Fevereiro de 2014
Luís Alexandre    

17 de fevereiro de 2014


Depois do milagre de Fátima, o Finantial Times chama ao país de "herói-surpresa"!

Num complot sob a batuta da União Europeia e a cegueira da dita "oposição" nacional, até de Inglaterra vem a trombeta dos elogios à recuperação de Portugal, vejam só, porque também andamos a vender coisas de luxo à malta do jet-set, como a realeza, a Madonna e o Beckam (?!)...
Quando a emigração de quadros e a falência de empresas não páram, como o desespero das famílias roubadas por todos os meios, desde os salários, aumento dos impostos e dos bens, a UE, na sua farsa de precisar de um novo bom exemplo, elege o nosso país como o palhaço de serviço, sem que se conheçam quaisquer medidas para resolver a profundidade da crise.
Com o país no fundo e a fome bem evidente, e quando ninguém fala na violenta perseguição fiscal aos contribuintes, a UE ingere claramente na campanha eleitoral em curso, fazendo a escolha do seu melhor serviçal - o actual Governo fascista de Passos e Portas!

3 de fevereiro de 2014


Retirado do blogue "Olhão Livre"

domingo, 2 de Fevereiro de 2014

C.M.Olhão C.M.Faro e Aguas do Algarve: Poluem diariamente e impunemente a Zona Humida da Ria Formosa!

Esgotos de Olhão ameaçam ria Formosa

Descargas de ETAR estiveram na origem da reclassificação imposta na apanha de bivalves.

Por:Pedro F. Guerreiro

As descargas da estação de tratamento de águas residuais de Olhão-Poente, diretamente para a ria Formosa, estão na origem da interdição da apanha de bivalves na zona, definida pela reclassificação implementada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O problema afeta centenas de mariscadores. António Pina, presidente da Câmara de Olhão, assume responsabilidades, mas garantiu ao CM que está a fazer tudo para que seja resolvido.
"Na autarquia, assumimos a nossa parte da responsabilidade do problema, mas estamos, com a Ambiolhão [empresa municipal dedicada ao saneamento e tratamento de resíduos], a tentar chegar a uma proposta que possa resolvê-lo", revelou o autarca. Mas segundo Pina, "a autarquia não deixará de pedir responsabilidades à Agência Portuguesa do Ambiente e à empresa Águas do Algarve".

Estas entidades deverão proceder à "abertura de barras e canais" e à "construção de uma nova estação de tratamento de esgotos", apontada para 2016.

A reclassificação das zonas de apanha foi justificada com a "contaminação das águas e dos bivalves", nomeadamente por esgotos. Segundo Augusto da Paz, da Cooperativa de Viveiristas da ria Formosa, "os resultados das novas análises feitas têm dado bons indícios".
Noticia retirada do Correio da Manhã On line
Nota do Olhão Livre: Hoje é o Dia  Mundial das Zonas Humidas, mas a C.M.Olhão e o seu aprendiz de presidente  Antoniuo Miguel Pina, continuam a poluir a Ria Formosa,que faz parte dessa Rede Mundial de Zonas Humidas!
Aqui fica uma das fotos do crime diário da C.M.Olhão às Aguas da Ria Formosa: O Célebrte Esgoto do T


Também o actual presidnete da C.M.Faro  Rogério Bacalhau, continua a poluir as aguas da Ria Formosa com esgotos Tóxicos que ele diz serem aguas saponárias, aqui fica uma das muitas fotos do esgoto Tóxico situado em Faro ao lado das ruinas do Moinho de  Maré Moinho ao pé da Horta da Areia a Caminho do Cais Comerial onde a C.M.Faro, tem uma lixeira em Zona Humida, ao lado dos Estaleiros da autarquia:
 Para quem não acredita vale a pena dar um passeio aos 2 locais e ver o lixo existente no local de Fareo, que é Zona Humidae devia ser protegida é é envenadada!



Também as Aguas do Algarve tem muita culpa na Poluyição das Aguas da Zona Humida que  é a Ria Formosa,basta ver estas fotos para que não quiser ir ao local e enfrentar o cheiro nauseabundo que emanam as lagoas de decantação dessas ETARS assasinas,que há muito que deixaram de tratar os esgotos,simplesmente  os decantam.Aqui ficam as fotos: da ETAR Poente de Olhão propriedade das Aguas do Algarve:

E nesta foto pode ver a ETAR Nascente de Faro propriedade das Aguas do Algarve:

31 de janeiro de 2014


Privatizar a água começando por vender o lixo!

contra a privatizacao 01O governo presidido pelos serventuários Coelho e Portas, tutelados por Cavaco, manifestou um inusitado interesse, na passada 5ª feira, em proceder à privatização da EGF, a empresa que gere o lixo de mais de dois terços da população do país, mais precisamente de 174 concelhos.
Anunciando que o objectivo é alocar ao abate da dívida da Águas de Portugal – a empresa mãe – o valor que obtiver desta operação de privatização, o que o governo está a preparar é a criação de um precedente para a privatização de um importante activo público como é a água.
Basta atentar nas empresas estrangeiras que já manifestaram o seu interesse na privatização da EGF: as chinesas Sound Environmental e Beijing Waters e as brasileiras Solvi e Odebrecht, havendo a possibilidade de empresas portuguesas – como é o caso da Mota-Engil que já tornou público o seu interesse – se virem a aliar a investidores internacionais para participar neste negócio.
Acessoriamente, o governo está a tentar atrair para esta armadilha da venda de activos públicos que, tudo indica, serão a antecâmara da privatização das Águas de Portugal, vários municípios detentores de participações na EGF, sobretudo os de menor dimensão, com a ilusão de que tal negócio lhes permitiria obter a liquidez necessária para fazer face ao seu endividamento.
Se é certo que vários municípios – entre os quais o de Vila Nova de Gaia – já manifestaram a sua disposição para interpor providências cautelares para que tal privatização não seja possível de realizar, não deixa de ser sintomático de uma política de venda a retalho do país e de privatização de tudo o que seja activo e empresa pública estratégica para definir qualquer plano de desenvolvimento económico independente para o país, este súbito interesse em se privatizar uma das holdings da Águas de Portugal.
Não sendo certamente o valor da última avaliação – cerca de 200 milhões de euros – nem o volume de negócios que a EGF gera – cerca de 157 milhões – o que atrai os supracitados grupos chineses e brasileiros e a Mota-Engil, este é um típico caso em que o gato está escondido com o rabo de fora.
Compete ao povo português exigir às organizações sindicais, políticas ou de cidadania nas quais se sintam representados, manifestar desde já aos executivos camarários que elegeram o seu repúdio a que esta privatização ocorra, tendo consciência, no entanto, de que só o derrube deste governo de traição nacional e a constituição de um governo democrático patriótico assegurará que activos públicos fundamentais como a água não sejam privatizados e outros activos entretanto vendidos a grandes corporações, nacionais ou estrangeiras – como foi o caso da electricidade e da rede eléctrica –, voltem a ser nacionalizados.