18 de junho de 2012

O outro lado da censura do P”C”P



Gasta a bomba parlamentar… fica o espaço da exploração



Com o P”C”P, a democracia parlamentar burguesa está de pedra e cal. Para lhe dar mais legitimidade, este partido burguês utiliza mais uma vez o que chamam de última arma (?!), o voto de censura.
Sem que seja inédito mas para provar que estão vivos no lodaçal social e económico do país, só procura capitalizar o descontentamento para a sua via eleitoral de chegar ao poder… dentro do sistema capitalista de exploração.
O P”C”P é de todos os partidos o que mais sofre de problemas de afirmação e fidelidade a este sistema. A sua moção é a mensagem da desistência para fora e que é no parlamento que tudo se resolve… na missão histórica de iludir as aspirações populares de revolta contra a opressão, exactamente pela compreensão de que foram os parlamentos e os seus partidos que conduziram o país a novo limiar de falência.
Entre o que se escreve em estatutos… e o que se pratica, vai uma longa cortina de fumo que nos trouxe a mais uma sessão de ilusionismo, cujo único horizonte é voltar a encostar às cordas o P”S” amigo, para a tal estratégia da grande esquerda, que ajude o P”C”P a chegar ao Olimpo do Orçamento.
Os dirigentes do P”C”P, que traem os sentimentos de milhares de simpatizantes que aspiram a um regime social e económico diferente, sem exploração do homem pelo homem, vão morrer abraçados às suas propostas… de censura.
Claro que o P”C”P sabe que é a rua, a organização e a luta dura que trazem as mudanças de fundo. E é disto que os dirigentes do P”C”P têm medo! Cansam na rua… e nas empresas, para que as políticas deste Governo de traição nacional avancem.

FaroActivo
faroactivo@gmail.com

Impulso meramente eleitoral



As comadres ao engano dos problemas


Com o desemprego estrutural a atingir dramaticamente os jovens, estimado na margem dos 38% do número total, o Governo PSD/CDS resolveu lançar poeira para os olhos do povo português, com a introdução do programa “Impulso Jovem”.
Miguel Relvas, recuperado das secretas e das ameaças sobre quem escreve, foi o porta-voz da pompa deste programa que, por razões de rácio europeu, tirava o Algarve do mapa da intervenção.
Claramente ostracizada a região e a gravidade dos seus problemas (já anteriormente o secretário de Estado do Emprego havia afirmado em solo algarvio que não havia razões para um programa de alarme, o que confere), as trombetas dos ditos da oposição socialista, com o sempre inefável altifalante Miguel Freitas à cabeça, gritou a injustiça.
Entalado o Algarve e entalados os deputados da maioria governamental com tal desaforo, a luz brilhou nas cabeças do Governo que recuperaram o folego e nos deram o privilégio de uma solução remendada e de inclusão.
Calados os críticos e salvas as aparências da guerra eleitoral, os deputados do PSd regional até escreveram um regozijo público porque afinal sempre vão ser conferidos mais uns milhões ao Algarve.
Satisfeitas as comadres com as bagatelas da propaganda, ficam as perguntas dos algarvios para as soluções de conjunto que a região reclama para o seu tecido social e económico, onde o problema dos jovens é igualmente evidente.
Numa região em acentuada depreciação estrutural e sem investimentos públicos e privados, tragicamente sujeita à monocultura do Turismo e do betão associado, massacrada pela sazonalidade, pela quebra dos salários reais, do poder de compra e da procura, que carrega o flagelo das portagens e da falência autárquica generalizada, a extensão do impulso jovem não passa de uma grande manobra, que apenas satisfaz PSD, CDS e o falso partido socialista.
O Algarve precisa de medidas imediatas, tais como: o fim das portagens, o arranque das obras da EN 125, um imposto reduzido para as actividades turísticas, um programa de emprego na requalificação urbanística e habitacional e, no plano nacional, a reposição dos salários e dos subsídios dos trabalhadores. No médio prazo colocam-se outras.
É nestas matérias que se devem concentrar os esforços da região, sob pena do fracasso geral e não só dos jovens… mas quem está para aqui apostado?

Luis Alexandre  

17 de junho de 2012

Pronto, eu já fui eleito!



António Eusébio ganha distrital contra ninguém


Este sábado, o falso partido socialista regional deu um passo em frente no papel amorfo que o caracteriza. Sem discussão, elegeu e mostrou que não mudou.
António Eusébio, homem que vem da penumbra dos apoios às políticas e decisões do partido, nomeadamente o memorando de roubo da Troika, ultrapassa os tubarões regionais que têm as ilusões enterradas em dívidas autárquicas. Foi um processo simples, fácil e até, segundo declarações da seita, teve mais 20% de participação.
Eusébio, feliz pelo salto, tem agora nas suas mãos a estratégia do partido na região. Como nunca se demarcou do socratismo e rapidamente se associou ao novo líder, o que podemos prever é que não vai subir o tom das críticas sobre o estado da região e o que lhe convém é prestar bons resultados eleitorais autárquicos no aproveitamento da governação do actual Governo e das forças que o compõem.
O contentamento de António Eusébio, é a tristeza da luta da região pelas soluções exigidas para os seus velhos problemas estruturais.
Sai o Freitas pelos regulamentos internos e entra um sucessor que sabe ao que vem. Porque é o candidato do consenso e o consenso são o servilismo centralista, as gestões danosas dos seus autarcas, o apoio às portagens, o encobrimento do desemprego e do desinvestimento público.
O falso partido socialista na região vive não de propostas e identificação com os problemas da população e apenas está preocupado com o regresso ao poder e às mordomias que este confere.
Quem tiver dúvidas leia as declarações destes ilustres destruidores imaculados…

FaroActivo

  

16 de junho de 2012

O cantinho da ronha (espaço dedicado aos deputados do Algarve)


Mendes Bota: um dos noivos gaba a noiva

O Algarve pode esperar... afinal porque se afligem? Nada está a mudar... 


Mendes Bota, agora livre do espartilho dos cavaquistas, vem assumindo cada vez mais protagonismo no reinado de subserviência da Troika em Portugal, não se importando com os efeitos nefastos da crise na região que o elegeu para o parlamento.
Agora plenamente integrado na política centralista, mantém em stand-by a regionalização (os seus pares não estão para aí virados e há que fazer pela vida), e derrete-se na imprensa regional em defesa do seu primeiro, elogiando a capacidade de ir mais além do que o memorando da Troika a encontrar soluções para o grande buraco financeiro do país, que não importa discutir como o conquistámos mas importa tapá-lo, com as políticas de rapina que saem elogiadas.
Mendes Bota, que nunca bateu com a perdigota, deixa em suspenso as políticas regionais porque está de novo envolvido em tarefas transcendentais, como as famosas PPP, onde quer deixar a sua marca de cristianizar os solventes a cederem uma parte do que lhes não pertence.
Passos Coelho continua a ter as costas quentes para sugar a região, no seu contributo nacional, onde os impactos do pagamento da dívida fraudulenta estão a levar-nos a índices de pobreza e incerteza de uma memória com décadas.
Mas Mendes Bota põe os olhos em frente e escolhe o elogio do chefe… pois pelo menos a ele garante prosperidade…

FaroActivo
faroactivo@gmail.com
   

O cantinho da ronha (espaço dedicado aos deputados do Algarve)


O cantinho da ronha
(espaço dedicado aos deputados do Algarve)

Mendes Bota: um dos noivos gaba a noiva

Mendes Bota, agora livre do espartilho dos cavaquistas, vem assumindo cada vez mais protagonismo no reinado de subserviência da Troika em Portugal, não se importando com os efeitos nefastos da crise na região que o elegeu para o parlamento.
Agora plenamente integrado na política centralista, mantém em stand-by a regionalização (os seus pares não estão para aí virados e há que fazer pela vida), e derrete-se na imprensa regional em defesa do seu primeiro, elogiando a capacidade de ir mais além do que o memorando da Troika a encontrar soluções para o grande buraco financeiro do país, que não importa discutir como o conquistámos mas importa tapá-lo, com as políticas de rapina que saem elogiadas.
Mendes Bota, que nunca bateu com a perdigota, deixa em suspenso as políticas regionais porque está de novo envolvido em tarefas transcendentais, como as famosas PPP, onde quer deixar a sua marca de cristianizar os solventes a cederem uma parte do que lhes não pertence.
Passos Coelho continua a ter as costas quentes para sugar a região, no seu contributo nacional, onde os impactos do pagamento da dívida fraudulenta estão a levar-nos a índices de pobreza e incerteza de uma memória com décadas.
Mas Mendes Bota põe os olhos em frente e escolhe o elogio do chefe… pois pelo menos a ele garante prosperidade…

FaroActivo
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