10 de junho de 2012

Contra a nova lei das rendas e dos despejos


Continua a saga reformista do Governo PSD/CDS



As alterações ao regime do arrendamento urbano da especial autoria da ministra do CDS que, entre outras coisas, também é da agricultura, acabou por ser aprovada na Assembleia da República, já com as modificações introduzidas após a respectiva discussão na especialidade.

Esta nova lei é apresentada como uma das tais reformas estruturais tão proclamadas por este governo, isto é, uma das soluções milagrosas impostas pela Tróica para garantir o pagamento da dívida.

No caso, o objectivo seria o de dinamizar o mercado do arrendamento que, em termos mais pragmáticos, significa despejar mais rapidamente os que não têm possibilidades económicas de pagarem as rendas entretanto violentamente actualizadas.

À pala de uma celeridade processual dos despejos, minoritários, dos que, podendo, não pagam as rendas, ou de uma correcção, igualmente minoritária, de valores de rendas para inquilinos ricos, o que o governo pretende atingir é um largo sector de inquilinos pobres ou empobrecidos com a crise da sua responsabilidade.

Trata-se, pois, de uma lei que, a exemplo de outras alterações legislativas, deve contar com a firme oposição e combate por parte dos trabalhadores.

Mas o que a última votação da lei dos despejos na especialidade teve de especial foi o facto de o governo ter acolhido uma proposta do BE no sentido de, em matéria de critérios da fixação das novas rendas, se contabilizarem os rendimentos de 2012 e não de 2011, atendendo ao roubo dos salários verificado este ano.

Numa situação destas, não se vê como é que um partido que se diz de esquerda, mas que não ousa afrontar este governo de traição nacional, pugnando pela sua queda e substituição, ajuda esse governo no melhoramento das suas leis fascistas, e , depois, tem cara para combatê-la.

É que, quando muito, o que o BE teria a fazer era apresentar a sua própria proposta de lei, em oposição à do governo, recusando participar no aperfeiçoamento de uma iniciativa legislativa que, em globo, nunca poderia merecer qualquer proposta de alteração, ainda por cima no campo da contestada actualização das rendas.

Rui Rio (PSD), quer que o seu partido seja coerente



Presidentes despesistas: fora!

Rui Rio, o moralizador, esquece-se que o endividamento vem de trás e tem várias mãos e várias cores partidárias...

Em mais um dos seus delírios, Rui Rio, um mau presidente de Câmara por outras razões que não as do endividamento, trouxe a lume a sensaboria de que o PSD retire de cena os prevaricadores que à frente dos desígnios públicos afundaram as finanças locais.
Com este desabafo que já deve ter posto os cabelos em pé a muitos comparsas dentro deste perfil, Rui Rio está a criar um embaraço num partido que contribuiu para a desbunda autárquica. Porque não podem ser assacadas as responsabilidades apenas aos presidentes porque estes têm de arrastar uma maioria dentro dos órgãos.
Ora, Rui Rio, que se julga um exemplo de gestor, está a mandar para o caixote do lixo uns milhares de capangas partidários, usando a veracidade da expressão ” que tanto ladrão é o que entra como o que fica à porta”.
Para um partido que foi impotente para afastar Isaltino Morais e outros artistas, não nos parece que haja vontade de tirar a cera dos ouvidos e Rui Rio vai ficar a pregar sozinho…
E sobre as reformas vitalícias que esta gente aufere ou vai auferir, o que propõe?
Uma proposta séria, que nunca caberá nesta democracia burguesa onde Rui Rio é um dos barões assinalados, seria a de criminalizar todos os que desbarataram os recursos públicos e abusaram do poder… das autarquias às empresas públicas e órgãos de soberania…, com total perda dos seus rendimentos e que respondam com o património pessoal.
Só a democracia popular é capaz de impor esta ordem!

FaroActivo
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9 de junho de 2012

Um buracão ali mesmo ao lado



Espanha é a próxima vítima do saque do monstro “invisível”

Vai começar o calvário do povo espanhol... num caminho longo para a sua libertação 

Com a Espanha debaixo de fogo o que representa um rude golpe na propaganda de aspiração a potência com assento no G20, ficamos à espera do novo foco de incidência dos interesses do grande capital especulador.
A vizinha Espanha, um consumidor de peso da nossa produção, não consegue mais esconder o forrobodó dos seus políticos e a forma como também embarcaram, encobriram e protegeram o grande barco do saque das riquezas do país.
Na Irlanda, na Grécia, em Portugal e agora em Espanha, o grande capital manipulou a política e os Bancos, seus instrumentos, para esvaziar a economia e retirar-lhe a liquidez pelo engodo ao consumismo, levando o país, as empresas e as famílias ao sobre endividamento e à incapacidade de cumprir. E o dinheiro deixa este rasto de miséria e acaba sempre nas mesmas mãos… para continuar as aventuras.
Quando vos dizem que vão controlar os fluxos dos capitais e as suas formas de actuação, estão a contar-vos uma nova mentira, que vos hipnotize, enquanto não são capazes de tributar as mais-valias em bolsa ou travar a lavagem e fuga de dinheiro que muitos escritórios e agentes bancários têm para oferecer…
Depois de criarem a dívida, onde tiveram os seus proveitos (e que proveitos…) os políticos dos países espezinhados continuam a querer comandar o chicote para o seu pagamento. Cabe aos povos perceberem esta questão e construírem soluções no interesse das suas economias, dinamizando-as para a satisfação interna e as trocas comerciais em bases justas.
Cabe agora ao povo espanhol provar do copo do veneno… e aprender as lições para a sua independência. E o povo português está no mesmo caminho, porque não há mentira que dure para sempre…

FaroActivo
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8 de junho de 2012

Luis Gomes acordou do sono profundo



A agonia das próximas eleições autárquicas

Falcatruas do P"S" amigo? Queremos punição! Mas as autarquias ficam de fora... nem que seja só a minha...  
 

O apagado Luis Gomes, presidente da distrital algarvia do PSD, já entrou em parafuso demagógico com o aproximar das eleições autárquicas (se as condições políticas não ditarem outras), e iniciou a peregrinação de contrariar o profundo descontentamento para com o Governo que o seu partido comanda.
Aproveitando o controlo do poder e da informação e com o seu comparsa Mendes Bota a vasculhar as PPP, Luís Gomes dá o tiro de partida com a verborreia de atacar Sócrates e o seu bando, porque a concessão “Algarve Litoral”, a par de outras, enfermam de irregularidades que, vejam o desplante, quer ver punidas…
Com este entusiasmo e como em pequena escala concelhia muita traficância foi feita pelos seus compinchas de partido e do rival do bloco central, será que o vamos ver a exigir lei? Claro que não! Vamos vê-lo a organizar as medidas oportunistas de roubo que tapem os muitos milhões de buracos das autarquias.
Na força do discurso e da demagogia, Luis Gomes, de rabo preso na miserabilidade dos efeitos das portagens que sempre apoiou, afirmou:  "este é o momento do Governo fazer um balanço da introdução de portagens na Via do Infante (A-22), ao nível económico, de rentabilidade e da circulação, no sentido de perceber o impacto que as portagens tiveram nestes primeiros meses".
Com os números dramáticos a afundarem a economia regional, não só os que advêm das portagens mas também o IVA da restauração e os roubos dos salários e subsídios, que vão retirar centenas de milhares de portugueses das suas férias na região e da responsabilidade do Governo que apoia, o lacaio Luis Gomes não vai conseguir vender a banha-da-cobra.
E quanto a julgar os amigos do P”S”… na mesma lógica também vai… na virada.

FaroActivo
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7 de junho de 2012

Como funciona o capitalismo, que é sempre, sempre selvagem


O povinho adormecido, com medo de perder o pouco que resta do roubo



O povo não é pequeno! O povo é a maioria... que se tem de libertar dos carrascos que lhe comem o pão do seu trabalho! Lamentos? Isso é obra da falsa esquerda parlamentar que dá cobertura ao roubo da Troika e dos seus lacaios no interior do país! Quem? O Governo de traição nacional que estes querem ajudar com propostas conciliadoras... e não com a mobilização popular para o seu derrube e se construa um verdadeiro Governo que sirva os interesses do país!


FaroActivo
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Mais estacionamentos na praia



Polis e Macário prosseguem o plano

De certeza que não é um parque de campismo que Macário quer para este espaço... e os farenses o que é que querem?
 
Uma medida aparentemente inofensiva e até do agrado dos veraneantes farenses ou outros, foi adoptada pelo executivo de Macário Correia. Trata-se de encostar à parede os ocupantes do que foi um parque de campismo e vedar-lhes os movimentos, através de uma medida popular - a de criar oferta de estacionamento -, no espaço onde se aquartelaram, com a conivência dos vários executivos.
Os pensadores do Polis Ria Formosa que têm uma estratégia de fundo e nunca esclarecida de expulsar injustamente os pescadores, preservar o condomínio privado ocupante e criar no cordão dunar e espaço interior da Ria polos de investimento privado, apresentados como projectos de desenvolvimento que não contestamos, em abstracto, mas carecem de projectos de impacto ambiental, na mesma proporção das medidas restrictivas defendidas pelas autoridades para os pescadores e mariscadores, estão por trás desta manobra.
Macário Correia, enquanto presidente da edilidade farense, é o elemento charneira da estratégia no espaço do concelho para a prossecução desta política que não tem conhecido desenvolvimentos, exactamente pela falta de consistência e aceitação por parte da população. Vai aos solavancos, a ver no que dá.
Não estará em causa a devoção de Macário Correia pelas intenções de fundo do Programa Polis, como falso moralista, e este passo de tentar cercar as pessoas que ocuparam o espaço do antigo parque e têm problemas de habitação de difícil solução por meios próprios, é mais uma forma de isolar as pessoas sem as ouvir e tentar resolver os problemas sociais que se colocam.
Se as visitas ocasionais se tornaram numa ocupação, ainda que se condene esta atitude, ela foi consentida pelo poder que não agiu em tempo próprio e preferiu contorná-lo pelos inconvenientes eleitorais. Nada de novo, porque foi sempre assim que os executivos agiram.
Com a chegada do Polis, tudo está a levar uma volta cujos parâmetros não estão dentro da sua própria propaganda – a renaturalização e a entrega do espaço natural à fruição das pessoas. Até pela estabelecida base financeira do Programa, que nunca suportaria esses custos…
Macário age não pela fruição dos farenses mas de um plano cujos horizontes de interesses ultrapassam a nossa imaginação… mas o tempo vai explicar…


Luis Alexandre

6 de junho de 2012

Abaixo o Governo PSD/CDS! Fora com a Troika!



As mentiras solenes deste Governo

Já levo um ano e estou a sair-me bem... e os papalvos vão acreditando... claro que agradeço as ajudas... e é por isso que ainda vou rindo... 


Enquanto Passos comemorava o primeiro ano do seu Governo de traição nacional no conforto dos sequazes e levou um discurso sustentado na boa prestação de contas à Troika e de que vêm aí tempos de esperança, noutro lugar o seu velho compincha Ângelo Correia mostrava o outro lado da realidade, dizendo sem rebuço que o próximo ano (?!) vai ser bem pior que este.
Passos Coelho, sem tesoura e sem fitas de obras para cortar, disse ao país que terminou um ciclo, o do financiamento (não lhe chamou salvação) dos Bancos e que agora estes estão em condições de financiar… a economia. Para mais adiante esclarecer a sua linha de preferência desse financiamento - as empresas exportadoras e produtoras de bens transacionáveis.
De fora dos milhares de milhões que vai manter na reserva, estarão todas as outras empresas de sectores inteiros, pequenas e médias, os desempregados e as famílias. Num segundo passo, em avaliação, está o socorro do covil de tachos do sector empresarial do Estado. É obra!
Portanto o desinvestimento vai continuar, deixando a economia interna à deriva e em queda, tal como o desemprego e a economia das famílias.
A conjugação dos discursos destes dois paladinos da dívida fraudulenta e do seu pagamento pelo roubo ao povo português, vai confluir, nos novos recados traçados nas costas do povo, que ditarão as linhas do próximo Orçamento de Estado com base em mais aumentos e cortes nos serviços públicos. É a tal política do empobrecimento… que não pode continuar impune!
O povo português tem de se erguer e lutar por um Governo de Esquerda, Democrático e Patriótico, que repudie a dívida e organize a produção de riqueza nacional.

FaroActivo
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