28 de maio de 2012

Sábado foi dia de urnas nos quarteis laranja


Gomes sucede a si próprio

A distrital também contou com uma lista única com a habitual presença dos caciques laranjas, que vivem a felicidade dos tachos distribuídos pelo Governo da cor. Foi um acto eleitoral ainda longe do fim festa, que pode começar mais cedo do que pensam...

De Aljezur a Vila Real de Santo António está tudo em alerta laranja, quando os indicadores da economia nacional e regional apontam o caminho do desastre colectivo em que nos embrenharam.

Em menos de um ano, esta seita partidária que divide o poder com o CDS, conseguiu esvaziar a economia do país com os números conhecidos, em nome da sua salvação... sendo que a ideia mais brilhante foi apontar a porta de saída do país para encontrar o pão para a boca.

No Algarve, o senhor Luis Gomes, que lidera um enorme buraco no seu município e é padrinho dos buracos dos outros comparsas, vai centrar a sua actividade em salvar a face nas eleições autárquicas e evitar a dimensão da varridela por inerência do largo descontentamento popular.

Com ele as portagens vão manter-se, o roubo dos salários também, o desemprego, as falências, o desespero das famílias algarvias e claro o IVA da restauração. Mas o povo também não se vai esquecer deles na hora das contas...

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27 de maio de 2012

Está eleito o novo soba laranja


Os rebentos vão tomando conta do poder

Eu já sou crescido, em política claro... e não vou defraudar os interesses que reuni. Vamos a ver...


O filho do pai Norte tomou a orientação do PSD/Faro e é ele com a sua trupe que vão traçar os azimutes num concelho que ajudaram a destruir.

O filho Norte, que tem agora Macário Correia no bolso, depois de o assistir, matou o adversário nas urnas com quase o triplo dos votos da seita.

O adversário, com um processo em cima que vai acabar em bem, com certeza não vai fazer declarações de unidade, até porque ela não existe e nem é conveniente para os interesses da caserna. Está fechado o ciclo.

 O que podemos concluir é que para Faro não está reservado nada de novo. O rebento lançou-se na disputa com a tralha que nos tem governado e esta continua com o cheiro do poder. Falta saber a dimensão da propaganda para vender um produto com prazo de validade curto. Claro que falamos do desastre Macário!


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A política de fome alimentada pela caridade



Um Banco contra a fome? E porque não um Banco contra a política de fome?


Sem querermos tirar o primor da iniciativa e a total razão da sua existência, o Banco Alimentar contra a Fome está outra vez na rua, arregimentando milhares de voluntários, capitaneados por Isabel Jonet.
As iniciativas, de carácter humanitário, para socorrer as centenas de milhares de situações limite e que se revelam insuficientes, fazem-nos pensar porque atacamos o problema pela superficialidade e não a fundo, percebendo a sua razão, para cortar o mal pela raiz.
Um Governo miserável, que prometeu uma coisa e está a fazer outra para pagar uma dívida igualmente miserável, contraída pela condução fraudulenta da economia e finanças do país, lança no desemprego quase tantos cidadãos como os que já tínhamos desempregados (o número real andará num milhão e duzentos mil), rouba salários e subsídios, arruina empresas e lança camadas importantes da população na pobreza, é que deveria ser alvo de uma mobilização contra a fome que semeia.
Muito trabalho terão estes voluntários na próxima década e seguintes, porque o capitalismo e a sua globalização nunca darão tréguas. Se estes voluntários ousassem pensar… que precisamos mais do que sacos de comida, certamente já teríamos partido contra a fome em definitivo. Alimente esta ideia!

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O histerismo da direita



Pulido Valente volta a ser o apregoador



Na sua crónica deste sábado, Vasco Pulido Valente volta a soprar as trombetas do apocalipse, caso o senhor Seguro ouça os conselhos do velho tartufo Mário Soares e resolver virar “à esquerda”. Sintomático e bem analisado, a importância do P”S” nas manobras do capital para manter a iniciativa.
António Seguro, inchado pela injecção de origem francesa, não aguenta a pressão interna e como vê a liderança em questão (nasceu torta na herança de uma assinatura que não contestou) resolveu criar uma agenda, a mesma que instruiu o Proença da UGT para condicionar a política do Governo.
Soares soprou o rompimento com a Troika e Seguro não sabe o que fazer. Agarrou-se ao puxador da porta do comboio, julgando que numa França igualmente no vermelho da economia e finanças lhe vinha o estímulo, quando as situações de ruptura social no nosso país apenas lhe mereceram comentários de passagem.
Com o troar dos números do desemprego que ninguém duvida vão continuar a flagelar a sociedade, Seguro insinua que faz avisos à Troika.
A direita no poder e o grande capital internacional sabem que se aos problemas da insolvabilidade da Grécia se juntarem os de Portugal e a seguir os da Espanha, o seu castelo de cartas viciadas, de apropriação das riquezas dos países, sofrerão a necessária contestação.
Pulido Valente, de sentinela, deu o brado e do outro lado do mundo, o imperturbável Cavaco Silva, não esconde o nervosismo do euro como moeda mundial…
Estará o tecto mais próximo de lhes cair em cima? Pela vontade do povo sim…

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25 de maio de 2012

Amanhã são as eleições para a concelhia do PSD


O encantador de serpentes

O candidato processado pelo concorrente, Carlos de Deus Pereira, vai a votos com elevados toques de culinária e debaixo de suspeita de abuso sobre o caracter do contendor.
Segundo o próprio, ganhou um vasto grupo de amigos que com ele trabalharam, chama-lhes de ovos, para, como será lógico, fazer as tais omeletes, que julgamos serão a manutenção do controlo da autarquia falida e os possíveis jogos afins.
Pelo relato da qualidade dos amigos, a quem atribui qualidades extraordinárias e desespero de abandono e outros que têm projectos, confessamos a nossa perplexidade como tais ilustres vão ao fim de três anos trabalhar e confortar-se com um novo dirigente e estiveram arredados da fome de apoios que Macário tem sentido. Serão lá coisas do partido e dos barões.
Deus Pereira é sem dúvida um homem tranquilo, tirando a carta escrita aos militantes cujas repercussões parecem não ser um factor perturbador e, no apelo final, nem precisa de discurso para fora.
Amanhã, venha o diabo e escolha, que acusado e acusador são farinha do mesmo saco…

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Tertuliar sem objectivos?



Terá a baixa de Faro solução?


A tertúlia farense voltou ao tema da agonia do centro da cidade. Convidou um arquitecto que se espraiou em considerações de ordem territorial e económica sem se atrever a dar-lhe qualquer enquadramento político.
Há problemas e fala-se deles, sem se pretender alcançar compromissos ou perceber o pensamento de quem cercou a baixa de problemas. Sem escalpelizar o fundo das intenções e os seus autores, dificilmente poderemos encontrar formas de os resolver. Até porque o último passo de imposição sem consulta de um novo anel de cobrança coerciva do estacionamento, mostra como nada mudou na perversidade partidária.
Sem rodeios, resolvi ouvir tão dilectos tertulianos e intervir de forma tão contundente quanto a minha dor de farense. Como não tenho ilusões em quem nos governa ou em quem aspira, coloquei a tónica deste trabalho quase impossível em pôr ordem nas cabeças dos comerciantes. A chave dos problemas está na sua capacidade de enfrentar quem os tramou.
As associações têm de mudar os parâmetros do seu papel na sociedade. Têm de partir para as propostas, fazê-las valer e não ficar à espera de respostas. Até porque, qualquer projecto, nas condições específicas da baixa de Faro, dadas as chagas que têm de ser tratadas, ultrapassam os mandatos. O poder não vos vai dar nada… se não o confrontarem.
Reuniões como a de ontem, o poder trá-las no bolso. Aliás, o poder estava lá…


Luis Alexandre
  
 

Cimeira europeia: o novo discurso da treta



Todos os interesses ficam intactos! Mudam a receita!


Para a segunda fase de aplicação do memorando da Troika e depois das encenações de António Seguro e do P”S”, eis que o Governo de traição nacional sorriu e entra no baile do “crescimento e emprego”.
Tudo isto é montado a partir da farsa Hollande e quando a OCDE deita por terra as projecções do Governo para a economia e diz que Portugal não vai poder fugir a mais medidas de retracção da economia e, claro, com ainda piores reflexos na vida das empresas e dos portugueses.
O Governo de Passos e Portas, que se limita a gerir o país sob ordens, sabe que precisa de trazer o P”S” atrelado e fora de quaisquer tentações de rua. Seguro não pode vacilar nesta tarefa difícil e o Governo precisa de lhe dar argumentos. As duas partes sabem que a base social do P”S” é altamente afectada pela crise e tem uma estrutura de pensamento próxima da revolta. Daí dar razão a Seguro, cá dentro, quando no palco europeu, Merkel é a inspiração.
Quer o Governo PSD/CDS quer o P”S”, sabem que os reflexos negativos das medidas de roubo dos salários e dos activos das empresas não têm retorno, são para pagar a dívida fraudulenta das suas gestões anteriores e terão reflexos prolongados por muitos anos na estrutura social, económica e financeira do país.
Tudo o que continuam a acordar, não passam de episódios da sua capitulação aos interesses estrangeiros que em décadas foram autorizados a instalar-se e a roubar a produção nacional e a nossa independência.
Aquilo a que chamam boa notícia e novo discurso europeu, não passa de um suavizar da dose da pílula da exploração.

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