8 de abril de 2012


O tacho rapado
(rúbrica dedicada aos autarcas algarvios)

O pequenino de Vila Real


 Luis Gomes, o autarca de Vila Real de Santo António, ex-deputado do PSD, é também o seu líder regional.
Da sua gestão autárquica sobressai a dívida, uma confusão com terrenos em Monte Gordo, o envio de pessoas a Cuba para dar nas vistas, debaixo de polémica, e, alguma propaganda sobre recuperação do centro histórico.
Como líder regional, de uma maneira geral manteve o silêncio, apoiou o Governo do seu partido e deu-lhe espaço (não foi o único), para aplicar as suas políticas que vêm afundando a região.
Luis Gomes, qual herói, conhecedor das tramas dos meandros centralistas onde chafurdou, esteve do lado das portagens apesar de conhecer os problemas da porta fronteiriça que controla, conhece o descontrolo do desemprego na região, sabe da insegurança, sabe da falta de liquidez da economia regional mas, ao fim de uns bons meses para a cobertura das medidas do Governo do seu partido, resolveu abrir a boca em entrevista para, vejam só, pedir medidas contra a situação que nos vem dizimando.
Quais medidas, perguntam os algarvios, porque tal figurão fala mas não age. O que não admira, porque faz parte do folclore político, que o que interessa é trazer os algarvios manietados e ir fazendo passar as medidas do Governo PSD/CDS.

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7 de abril de 2012

Comissão para as portagens



O apagão anunciado!

A estratégia da burguesia no poder é sempre a mesma: fazer correr por falsos objectivos para cansar! A chamada comissão de luta contra as portagens desempenhou este papel.
Como sempre denunciámos, nascendo de uma força franja do poder e com os amigos que arranjou, gente do P”S” e do PSD, despedidos e sem influência, ainda lhe aumentaram as fronteiras de actuação para a submissão. O P”C”P, concorrendo para o mesmo objectivo, fez uma corrida a solo.
Esta comissão, com uma estratégia que atrasou a chamada dos espanhóis e nunca pretendeu unir a luta de sul a norte do país, mostrou ao que vinha.
Quando os espanhóis chegaram não acrescentaram nada, só palavreado, na mesma linha legalista, porque é preciso não incomodar a política central em que os dois países com as finanças na falência precisam de receitas. Os problemas do todo engoliram os das partes, como o facto de a A22 ter sido paga com dinheiros públicos e comunitários.
Na estratégia, os políticos de barriga oficial, deram as cambalhotas que a situação requeria, como forma de deixar argumentos de defesa aos que vivem das migalhas. Claro que falamos da comissão.
As portagens estão de boa saúde, os políticos oficiais sobreviveram e os outros ficam à espera de novos serviços de encomenda…

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6 de abril de 2012

O cantinho da ronha
(espaço dedicado aos deputados algarvios)

Alguém conhece uma tal Cecília Honório?


Há quase sete anos atrás, para as eleições legislativas, a argamassa de muita areia burguesa e conjuntural de interesses de uma determinada camada de classe da sociedade que dá pelo nome de Bloco de Esquerda, desceu ao Algarve para calar as vozes que no seu seio queriam uma cabeça regional.
Claro que ganhou o poder verberativo de Lisboa. Os do sul calaram-se e nasceu uma estrela.
Passados estes anos, olhamos para o panorama de intervenção e não descortinamos o papel da estrela, de seu nome – Cecília Honório.
Ao bom estilo burguês, a senhora que foi eleita deputada e repetiu a proeza em 2011, vem ao Algarve para uma agenda orientada e feita de ocasionalidades, porque o seu papel está reservado a apoiar as proezas centralizadas.
Como de umas e de outras não temos notícias nem resultados, esta suposta solução de esquerda é mais uma componente das políticas gerais que nos vão explorando e esmagando.
 Cecília Honório, à semelhança de outros emplastros que são impostos à região a pretexto de uma pretensa autoridade interna dos partidos em escolher, não tem nada para dar, porque nada ousou encabeçar ou desmontar dialecticamente no interesse da luta que a população trava contra a injustiça que vem sendo imposta pelo Governo de traição nacional.
E porquê? Porque a política que representa defende o pagamento da dívida fraudulenta, chama-lhe reestruturação, aceita o desemprego e as falências fraudulentas, chama-lhes a necessidade das empresas cumprirem um papel social, como se num caso ou noutro, o capitalismo aceitasse ser reformado pelas vozes legalistas destes paladinos do parlamentarismo.
Cecília Honório e o seu partido são parte da crise e das soluções impostas. Não querem perceber que os trabalhadores querem outras soluções que estão completamente fora do regime parlamentar em que chafurdam!

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Os cidadãos continuam cegos com o charlatanismo


Parquímetros: as histórias do Marques


Tudo pela corrida eleitoral. Vamos ter uma candidatura? Claro...



O líder concelhio desse dito partido socialista, que já muitos perc eberam ser um tapete para uso do grande capital, agarrou a bandeira dos parquímetros para sobrevivência política.

João Marques, vereador de Apolinário e de Macário, entre um pé dentro e um pé fora, se com o anterior presidente não hesitaria em apoiar taxar mais áreas de estacionamento, na “oposição”, fala ao retardador sem ter agido e mobilizado as forças da cidade para a injustiça que apregoa.

O senhor Marques, com a sua astúcia política, verbera a desonestidade de Macário em comunicado pela imprensa mas não deu um passo para elucidar com tempo os cidadãos, não mostrou em tempo o seu desacordo nem mexeu uma palha. Assemelha-se ao caso do ladrão que fica à porta…

João Marques e o P”S”, que estão no afundanço da autarquia, se fossem poder fariam o mesmo! Veja-se o caso de Portimão, onde os papéis se invertem…

Os cidadãos deveriam perguntar na rua ao senhor Marques, se fazer política é chorar depois do leite derramado…

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5 de abril de 2012

Vilanagem...


Paulo Macedo: o ministro público da saúde privada


É necessário que se compreenda que a dívida que o governo vende pátrias Coelho/Portas, a mando da tróica germano-imperialista, insiste que sejam os trabalhadores e o povo a pagar, sem que tenham sido eles a contraí-la e, muito menos, a dela beneficiar, foi propositadamente desenhada pelos grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, para ser IMPAGÁVEL! E porquê?

  • Primeiro, porque servirá como instrumento para perpetuar o domínio do directório europeu e do imperialismo germânico que o controla sobre os chamados países “devedores”, os tais que viveram acima das suas possibilidades;

  • Segundo, porque perpetuará um negócio de acumulação de riqueza sem precedentes, consubstanciado nos juros e nos lucros usurários que instituições como o FMI, o BCE e os grandes grupos financeiros e bancários, sobretudo alemães, praticam sobre os empréstimos e os programas de resgate que impõem aos países cujas economias estão mais fragilizadas, fruto de terem alinhado na estratégia de desindustrialização e liquidação da agricultura imposta pelo eixo Berlim/Paris;

  • Não menos relevante, a dívida é propositadamente IMPAGÁVEL porque, enquanto subsistir, permite a política de chantagem que leva à transferência de activos e empresas públicas estratégicas para as mãos de grupos privados.

O exemplo mais paradigmático e recente de como este processo decorre exactamente pela forma como atrás ficou exposto, é o que sucede no sector da saúde.

Com um olho no ouro e outro no bandido, o actual ministro da saúde, Paulo Macedo, que já foi – ou se calhar ainda é – membro da direcção de uma companhia de seguros de saúde privada – a MEDIS – está a levar a cabo um programa que mais não visa do que criar as condições ideais para a privatização deste sector.

Começou, desde logo, por impor o aumento das taxas moderadoras, anular a comparticipação do Estado nos custos dos tratamentos e medicamentos de doenças crónicas ou de elevado grau de mortalidade, baixar o valor da comparticipação do Estado na aquisição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico, encerrar centros de saúde, maternidades e urgências hospitalares, para agora vir propor a “reorganização” das urgências hospitalares que resistiram a essa hecatombe, nomeadamente reduzindo o número de valências no período nocturno.

É o que está já em preparação – sempre rodeado de um palavreado mistificatório quanto às virtualidades das reestruturações – com a eliminação dessa valências nas urgências dos Hospitais de Garcia de Orta (Almada) e S. Francisco de Xavier (Lisboa), depois de ter já suprimido a urgência no Hospital Curry Cabral.

Ora, tal programa só pode ter por objectivo facilitar a privatização do sector da saúde, na lógica da transferência de um activo público, essencial para os trabalhadores e o povo português, para as mãos de grupos financeiros privados, à pala de reduzir custos para fazer face ao pagamento de uma dívida que, já percebemos, o governo de traição PSD/CDS, acolitado por Cavaco e pelo PS de Seguro, e a mando da tróica germano-imperialista, deseja PERPETUAR e tornar IMPAGÁVEL e que, por isso, o povo português tem de recusar-se a pagar.


4 de abril de 2012

Há fantasmas no P"S". Depois de Soares... agora o Sócrates



Um Seguro a prazo


 A herança de Sócrates é muito pesada. O peso do contributo para a destruição do país, deixa o dito partido socialista a contas com uma opinião pública ainda em fase de fervura.
Dentro do partido, amarrado à assinatura dos compromissos com a Troika, a confusão está instalada. Seguro e os seus não têm mão em tantas contradições. Têm um discurso oposto à prática. E sabem que a área de influência do partido não está e não estará com a agudização provocada pelo novo rol de medidas em preparação.
A rua ainda não reflecte o descontentamento e este P”S” de Seguro não esteve lá. As camadas de classe que enfrentam as devastadoras medidas do Governo, que têm passado com os vários silêncios, vão deixando marcas.
Seguro assinou o OE 2012, vai assinar o Rectificativo, a aprovação do novo Código do Trabalho e o novo resgate da dívida fraudulenta em preparação. A abstenção é uma assinatura e não adianta negar. Uma parte do partido que dirige não partilha das decisões. Uns porque têm medo da rua e outros, poucos, porque lhe quererão reconhecer razão.
O P”S” julga poder continuar a reunir em segredo com o Governo para o cumprimento das imposições da troika e publicar um discurso de necessidade de políticas de crescimento e emprego.
A cultura política dos sectores da sociedade mais avançados e o sofrimento instalado que percebe não haver limites definidos nas prácticas de exploração do Governo PSD/CDS, encostam à parede o papel dúbio do falso partido socialista e dos seus dirigentes, que teimam em perceber que as contradições não lhes dão espaço.
Seguro é cada vez mais um homem de transição dentro do partido, ameaçado pelo quartel interno de que é preciso obedecer à Troika e às suas consequências. Seguro, que quis o poder, só tem como seguro a obediência à herança deixada por Sócrates. Tudo o que recebeu e se esforça por cumprir, transformou-se num pesadelo sobre o que prometia fazer a diferença.
O P”S”, um partido da pequena burguesia que tem vivido na sombra do poder e das suas benesses, desde os Governos de Mário Soares, o pai desse anacronismo que dá pelo nome de socialismo democrático, foi sempre um parceiro do grande capital, aceitou governar para ele, a troco dos empregos para a família.
Como a História não falha, a decomposição do tal socialismo democrático, uma invenção filosófica que até pode estar na base da fuga e da trapalhada dos actuais estudos de Sócrates na preparação para outros voos, o que vai deixar escrito na pedra secular é o papel miserável do P”S”, como lacaio da exploração do povo português, que António José Seguro e os que lhe vão fazer funeral, não têm coragem de contrariar.


Luis Alexandre

3 de abril de 2012

Desemprego atinge máximo histórico

Os dados do INE dizem 15% mas os números reais estarão nos 20%





Portugal atingiu o máximo histórico de desemprego e o Governo PSD/CDS responde com mais cortes no subsídio de desemprego e outros ( RSI, casamento, maternidade e morte...) que atingem as partes mais frágeis da população.


Os senhores Coelho e Portas, que vieram para emendar o senhor Sócrates, de má memória, pelas políticas de rapina ao serviço do grande capital externo e interno, levando o país à falência, querem ficar na História como endireitas mas tudo vai de mal para pior. Os números não enganam!

Com quase dez meses de gestão, a marca que a caracteriza o Governo é a derrocada da actividade económica e financeira, as falências, o desemprego, a inflação, a quebra do poder de compra, o aumento da pobreza e da criminalidade, ficando as promessas eleitorais de políticas diferentes e de prosperidade para o grande saco das mentiras.

Coelho e Portas estão a juntar lenha para a grande fogueira. Sócrates e o P"S" desenvolveram as bases da derrocada e o Governo PSD/CDS não tomou qualquer medida de defesa dos interesses do país para o seu desenvolvimento. 

Estamos afundar-nos. E continuamos sem aprender que precisamos de mudanças de fundo?


FaroActivo
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