19 de março de 2012

Factos para a memória futura



Mais de 150 mil pessoas não têm médico de família no Algarve, afirmou Martins dos Santos, o novo director regional de Saúde nomeado pelo Governo fascizante do PSD/CDS!

Também afirmou, tal como os antecessores da garraiada P"S", que vai resolver o problema!

Quando despacharmos este Governo de traição ao povo português, veremos como ficou mais este rol de promessas!

Ao fim de 37 anos em que derrubámos uma ditadura e depois das conquistas que alcançámos com muita luta social e trabalho, tudo na Saúde piorou, restando os vampiros!


FaroActivo



Aumento das propinas universitárias



 Mais uma manobra deste Governo em defesa do elitismo

Manifestação de estudantes [LUSA]

Com a desculpa esfarrapada de que o aumento dos 30 euros nas propinas é para ajudar os alunos mais carenciados, o Governo fascizante do PSD/CDS leva à práctica mais uma medida de classe que visa desviar do ensino universitário uma faixa importante das camadas de classe mais desfavorecidas.

Conhecidos os números do abandono universitário (mais de 7 mil depois da abertura do ano escolar) e daqueles que se atrasam por necessidade de recorrer ao trabalho de subsistência, até com comportamentos desviantes, o Governo não hesita na sua política de cortes para restaurar o velho clima das minorias supostamente letradas.

Confrontado com um número aterrador de licenciados desempregados, mais de 60 mil, e como os seus apelos de emigração não estão a funcionar, o Governo reaccionário que nos dirige persiste em políticas de desmantelamento de uma sociedade instruída que lhe faça frente e o ponha em causa.

O movimento estudantil e o colectivo de reitores já balbuciaram alguma oposição, até agora de pura retórica, faltando os actos de firmeza que travem tais propósitos que todos percebemos fazerem parte de planos estratégicos de divisão de classes.

O movimento estudantil tarda em perceber o colete de forças em que está a ser enredado e contraria tudo o que os governantes deste país afirmaram como sendo valores de desenvolvimento e afirmação nacionais.

O movimento estudantil tem de ser capaz de fazer balanços e entender que, ano após ano, à falta dos apoios socias, cortes nas bolsas, aumentos dos serviços e propinas, falta de mercado de trabalho e desvalorização dos seus currículos e salários, é necessário sair do mundo das ilusões para ousarem procurar novas soluções e caminhos para o ensino e a sociedade.

O tempo urge e cuidado com as vendas partidárias do espectro, que são uma cortina de interesses que vos comem as papas na cabeça!


FaroActivo

18 de março de 2012


Nenhum Seguro garante saúde aos algarvios


 O recente périplo do secretário-geral do dito partido socialista ao Algarve, com o pomposo nome de “Roteiro pela Saúde”, analisado a frio, é bem a representação da forma como a política é praticada no país.
José Seguro, herdeiro do velho slogan partidário de criador do SNS (Serviço Nacional de Saúde), entrou de mãos vazias, revelou desconhecimento da realidade regional e ainda nos brindou com elogios ao Governo.

Sem se indignar, o que revela conhecimento, ficou desagradado com as macas que sempre inundaram os corredores da urgência do Hospital Distrital e até apadrinhou o anúncio público da nova administração, que se propõe fazer uma remodelação e alargamento deste serviço.

Rodeado dos antigos responsáveis da política regional, deputados e do próprio ex-Director Regional de Saúde do seu partido, o senhor Seguro, não assumiu as responsabilidades do estado caótico deste sector na região, limitando-se a ouvir as propostas do novo detentor da chefia da área.

Martins dos Santos, nomeado pelo novo Governo PSD/CDS, transformou o tempo de antena de José Seguro em oportunidade para revelar que 150 mil algarvios não têm médico de família mas que a sua direcção tem planos para colmatar este grave problema, como dar forma ao aumento da oferta de camas para os cuidados continuados.

José Seguro ouviu e como não tinha propostas, elogiou a medida recentemente anunciada pelo Governo sobre os cuidados continuados e partiu em sossego. Contudo, deixou para trás muitos problemas que os anteriores Governos do seu partido não atenderam e até jogaram como trunfos eleitorais de outras ocasiões.

Se a falta de camas são uma velha realidade, tal como a falta de médicos e uma extensa lista de espera para cirurgias, temos que juntar as queixas dos enfermeiros, um sector indispensável nos cuidados de Saúde que não baixaram os braços e têm apontado as deficiências do funcionamento dos serviços gerais prestados na região.

José Seguro desceu ao Algarve para falar de Saúde mas apenas fez política de caserna. A principal razão do seu silêncio sobre o essencial está nos compromissos do seu partido com os cortes impostos pelo acordo com a troica.

Sobre os interesses dos velhos clusters instalados, os ganhos das farmacêuticas, os serviços privados de medicina à custa da falta de produção do sector público, as despesas administrativas e salariais elitistas e consentidas que dispararam custos, tudo ficou em resguardo.

E, o mais grave deste roteiro, para lhe aumentar o descrédito, foi o silêncio sobre a construção do novo Hospital Regional que esteve inscrito em programas eleitorais e teve vários anúncios de primeira pedra.
José Seguro, na sua impreparação e sem margem de manobra política, deixou o Algarve tão vazio como entrou.

Luis Alexandre



VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO !

 

VIVA A GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO !

17 de março de 2012

Um Algarve que não se cala



“Movimento por um Algarve Livre de Petróleo”


O blogue FaroActivo foi contactado para divulgar este movimento de opinião contra a exploração de petróleo na costa algarvia.

Do nosso ponto de vista, a iniciativa deste Governo, em continuação de um dossier que vinha de trás, foi mais uma vez cozinhada nos gabinetes e trazida ao conhecimento dos portugueses e, em especial dos algarvios, directamente relacionados, no momento que mais interessou aos interesses instalados.

Os deputados e as forças políticas regionais reagiram todos à posteoriori, fazendo crer que desconheciam o cozinhado mas, não lavraram qualquer protesto pela “ultrapassagem”. O velho indecoro de quem tem de montar o filme de salvar a imagem.

Não esqueçamos que o trabalho de prospecção já causou prejuízos não compensados na vida dos pescadores, os primeiros a sofrerem com a imposição desta actividade. Como, também, ninguém do Governo disse em concreto o que ganham os algarvios com esta actividade que põe em risco o ambiente e a actividade turística.

O blogue FaroActivo partilha das preocupações deste Movimento e dá-lhe a necessária visibilidade!

"Petição Suspensão Imediata da exploração de Petróleo e Gás Natural na costa Algarvia "


http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N21659

FaroActivo

Associativismo desacreditado


ACRAL, ARESHP e AHETA lambem as feridas do poder

As associações dos sectores empresariais com sede e representação no Algarve não conseguem esconder uma linha de actuação ao serviço das estratégias dos sucessivos Governos, com os impactos negativos conhecidos na actividade dos seus associados.

Sempre em linha descendente, a actividade do comércio tradicional e serviços foi sucessivamente esmagada pelas políticas centrais de imposição do exagero da oferta de grandes e médias superfícies da distribuição que o desarticularam paulatinamente e não tiveram qualquer acção prática de mobilização e repúdio por parte da ACRAL.

Ao contrário, esta associação, num desplante sem escrúpulos, até sobreviveu com os fundos arrecadados das contrapartidas pagas pelas grandes superfícies e, segundo algumas acusações tornadas públicas, ainda montou delegações em espaços comerciais oferecidos…

A ARESHP, do sector da restauração e similares que absorveu a associação nascida em Albufeira para esta área, se a sua actividade se situava no aconselhamento e pouco mais, limitou-se a resmungar as decisões do Governo que aumentou o IVA do sector que, como a própria assinalou, seria a certidão de óbito de uma parte considerável do seu tecido.

A AHETA, que se limita a gerir os interesses globais dos hoteleiros e sai a terreno apenas para os defender, é outra daquelas entidades egocêntricas ao serviço das políticas centrais. O seu rasto é de total subserviência à centralidade das decisões para o sector do Turismo, limitando a sua actividade à gestão de números e queixas dispersas, como o actual aumento da criminalidade que afecta os seus associados.

Em décadas, estas associações nunca construíram estratégias em defesa da actividade dos sectores que representam, apresentando cadernos reivindicativos em oposição às imposições decretadas centralmente e que revelavam satisfação com os retornos alcançados.

O Estado central usou o Algarve como uma fonte de receita que julgava inesgotável, consentiu e aprovou a sua descaracterização e perante a gravidade da situação conjuntural que atravessamos, despreza os problemas acumulados e conta com o serviço dos serventuários instalados nestas associações.

A teia em que nos enredaram é muito forte e não vai ser fácil libertar-mo-nos. Nem as teorias carreiristas de regionalização, tendo em conta os políticos locais que lhe dão forma, são uma porta de solução.

A luta dos algarvios por soluções ajustadas de desenvolvimento, tem de ser associada à luta mais geral do povo português pela mudança de Governo e de políticas.


FaroActivo

16 de março de 2012

Mais um regime que esmaga o seu povo


Um mundo pôdre



Um ano depois da contestação num país árabe assente num regime repressivo, o Governo de Bashar Al-Assad, continua a sua saga de esmagamento e assassínios entre o povo sírio, com a opinião pública revoltada, ao invés dos políticos que governam o mundo e as instituições.

O poder corrupto de Bashar, armado até aos dentes pelos seus velhos parceiros - a Rússia capitalista e a República social-fascista da China -,tortura e mata comprovadamente mas ninguém mexe uma palha.

A ONU, um verbo de encher, cada vez mais desclassificada aos olhos do mundo que tem coragem de ter opiniões, refugia-se no diálogo (?!), assumindo a falta de autoridade que a faz vegetar e tornar-se cúmplice.

Os EUA, dando cumprimento aos jogos geo-estratégicos de divisão do mundo e sem capacidade para criar novos focos de intervenção de onde não pode sacar proveitos, recorre aos apelos da diplomacia sem beliscar os interesses ali instalados e que se lhe opõem.

A UE, sem interesses e sem diplomacia, apesar da vizinhança do conflito, mostra a dualidade de critérios que a caracteriza. Nenhuma das suas potências de primeira linha têm interesses em risco e portanto empurram a batata quente para a Liga Árabe.

Esta, por sua vez, que nunca teve voz autónoma em qualquer conflito em territórios árabes, deixa que a mortandade prossiga.

No fundo, todos estão de acordo! Bashar manda no seu país, pode impor o seu regime de sangue e o sofrimento do povo sírio que espere por novas correlações de forças.

Com milhares de mortos, o povo sírio e as suas forças revolucionárias hão-de escrever a História por outras linhas. Por cada homem e mulher que caem, milhares de outros se irão levantar e a vitória da democracia popular será um facto no futuro!


FaroActivo