31 de janeiro de 2012

Pedido de esclarecimento ao presidente da CMF

Fala-se de um terreno doado à Ambifaro



No espaço de dois meses, por várias vezes ouvimos falar de uma história que carece de esclarecimento público por parte da entidade visada - o executivo da Câmara Municipal de Faro -, quanto a uma possível doação à Ambifaro de um terreno bem localizado na cidade, com o intuito de pagamento de dívidas.

Sendo a Ambifaro uma das suas empresas municipais despesistas e, logo, com passivos acumulados, não pondo em causa a questão de socorro da empresa mãe, levantamos a questão da transparência da intenção e se ela, a confirmar-se a sua veracidade, não deverá ser dominada pelo órgão máximo de fiscalização - a assembleia municipal -, para que todas as forças se pronunciem, e se não deveria ser do conhecimento geral da população.

Como este assunto é alvo de tertúlias, pode provocar mal entendidos e perguntar não ofende, um esclarecimento oficial ajudaria a pôr ordem.


FaroActico
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O lapso (eleitoral)... da cidade judiciária

Cortes numa Justiça, que é… curta





Com a dança de Governos, apesar de todos reconhecerem que a Justiça não vai bem, as luminárias partidárias que a matam, põem na mesa sucessivas formulas que não mudam o rumo.
A nova luminária do PSD, sempre em obediência à ingerência externa, vai fechar tribunais… como forma de fazer andar… a Justiça.
 

Para melhorar o Ensino, fecham-se escolas e despedem-se professores, para melhorar a Saúde fecham-se Centros de Saúde e aumentam-se serviços, para melhorar os Transportes aumentam-se quase para o dobro e cortam-se serviços e, agora, veio o golpe sobre a Justiça. Os trabalhadores da Justiça não têm razões para estarem descansados. E muito menos o povo injustiçado!
 

Em Faro, onde foi vendida mais uma ilusão partidária, o novo mapa judiciário deste Governo reacionário vai deitar para o cesto das mentiras um tal projecto de concentração de serviços.
 

E os cidadãos de Faro, que já engoliram uma falência camarária impune, com custos para os seus bolsos, vão deixar passar mais esta mentira eleitoral e os autores de fantasias? Para o ano temos eleições…
 

Quanto à Justiça no país, a ministra concentra os meios, concentra os processos, concentra as pessoas, reduz o financiamento e que resultados vamos discutir daqui a mais algum tempo? Será preciso esperar pela resposta inevitável?
 

A Justiça burguesa, que funciona para protecção da classe dominante e que tem muito dinheiro para lhe pagar, não vai mudar em nada!

FaroActivo





Tertuliar

 


Falar dos problemas é importante. As tertúlias são um meio de agarrar temas, debatê-los e produzir matéria nova no caminho das soluções. E essas soluções saem do circuito fechado?
 
Muitas vezes, o poder visado, até participa nestas tertúlias e fá-lo para conhecer o que os outros pensam sem que tenham qualquer intenção de aplicar o que até em público foram capazes de concordar.
 
As tertúlias são uma forma de cidadania, não questionamos, mas as boas intenções morrem em maioria absoluta na praia. E porquê? Porque os seus intervenientes, de uma maneira quase generalizada, pensadores livres ou não, alimentam as ilusões de que esta democracia burguesa feita por estruturas blindadas de interesses tramados entre paredes, os quer ouvir para aplicar o que não lhes serve.
 
Mas as tertúlias também podem cumprir outros objectivos sub-reptícios, de queimar as energias das atitudes esclarecidas, oferecendo-lhes a palavra mas não estando interessada em qualquer outro tipo de avanços.
 
As tertúlias, no progresso da discussão, podem não levar a nenhum lado, quando não são capazes de pôr em causa as intenções do poder. O poder pode furar as leis mas as tertúlias vivem do respeito. Uma contradição insolúvel?

FaroActivo 

30 de janeiro de 2012

Em homenagem a 70 anos da Livraria Portugal

A cultura não morre... mesmo que a matem


 
Quando se apaga a memória de um povo, pretende-se com isso que ele não construa um futuro melhor.

O Livro Fechado


Quebrada a vara, fechei o livro
e não será por incúria ou descuido
que algumas páginas se reabram
e os mesmos fantasmas me visitem.
Fechei o livro, Senhor, fechei-o,

mas os mortos e a sua memória,
os vivos e sua presença podem mais
que o álcool de todos os esquecimentos.
Abjurado, recusei-o e cumpro,
na gangrena do corpo que me coube,

em lugar que lhe não compete,
o dia a dia de um destino tolerado.
Na raça de estranhos em que mudei,
é entre estranhos da mesma raça
que, dissimulado e obediente, o sofro.

Aventureiro, ou não, servidor apenas
de qualquer missão remota ao sol poente,
em amanuense me tornei do horizonte
severo e restrito que me não pertence,
lavrador vergado sobre solo alheio

onde não cai, nem vinga, desmobilizada,
a sombra elíptica do guerreiro.
Fechei o livro, calei todas as vozes,
contas de longe cobradas em nada.
Fale, somente, o silêncio que lhes sucede.

 
Rui Knopfli, in "O Corpo de Atena"

Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades

Espiar é… como ir ao supermercado

O homem no meio do universo...


Uma parte do país anda distraída com os episódios de um tal Jorge Silva Carvalho, maçon, lojista, a quem encomendaram uma missão que era reorganizar os espiões.
 
Uma coisa tão normal como a sede, deu bronca. Espiar, que é controlar as vidas das pessoas, maiores ou menores - um acto vulgar que ninguém devia saber -, não caiu bem numa parte do poder que se sentiu incomodado e resolve trazer a público o que juram não fazer.
 
De repente, a maçonaria, uma sociedade que fala e planeia em silêncio, veio par o meio da rua e não pelas razões que a movem. Foi incomodada na sua paz de comando sem ser vista.
 
O tal Silva Carvalho, um espião que não devia ser notado, também serviu a Impresa e ao deslocar-se para outra empresa, foi o móbil da violência da publicidade. Arrastou a maçonaria que estava no seu elevado canto.
 
No gabinete da nova empresa fazia planos sobre as secretas de onde saíra. E isto deu barraca. Nunca por ter múltiplos empregos e meter-se na vida de toda a gente. Espiar é como ir ao supermercado. E tanto vai o Cavaco como o Ti Manel que não gosta do Governo…
 
O que dá que pensar não é espiar (a PIDE gerou substitutas, em nome da “democracia”), não são as lutas intestinas de forças que não devemos saber que existem, mas sim o extremo a que chegam que acabam em praça pública.
 
A maçonaria foi obrigada a desfazer-se em declarações de “pureza” e quem se ficou a rir… foi o outro lado… a Opus Dei.

Todos andam a tramar o povo e como têm medo da sua revolta, espiar é uma parte do trabalho repressivo... 

FaroActivo    

29 de janeiro de 2012

Os povos da Europa não baixam a cabeça

Greve geral na Bélgica contra a austeridade em dia de cimeira europeia


As três centrais sindicais belgas convocaram, para esta segunda-feira uma greve geral contra a austeridade para coincidir com o dia do Conselho Europeu que vai discutir o futuro da Zona Euro. Será a 2ª Greve Geral contra as medidas reaccionárias de austeridade promovidas pelo novo governo belga.

A greve tem como objectivos imediatos protestar contra as alterações às políticas de desemprego e contra a subida dos anos de trabalho necessários para atingir a reforma, de 35 para 40 anos.

Enquanto a Comissão Europeia diz que a cimeira será centrada sobre o “combate ao desemprego”, na verdade, o que ela irá ter em cima da mesa é a alteração nas relações laborais, impondo medidas ainda mais draconianas de precarização no trabalho, condições mais “competitivas” de exploração e opressão.

Milhares de jovens abandonam os estudos


Voltou o Ensino elitista


Com as novas políticas de desinvestimento no Ensino em geral e com particular incidência no Ensino Superior, que depois de subirem as propinas a valores elevados para os orçamentos da imensa maioria das famílias e, recentemente, com os cortes nos apoios sociais, milhares de alunos vêm-se forçados a abandonar os estudos.
Com uma população jovem superior a 30% dos desempregados, onde se inserem mais de 60 mil licenciados, o Governo PSD/CDS, à semelhança dos anteriores Governos do falso partido socialista, não tem quaisquer políticas de desenvolvimento e aproveitamento destas forças de renovação e transformação.
 

Os jovens licenciados são empurrados para serviços que desvalorizam as suas competências, sem capacidade de evolução, muitos desesperam na sobrecarga sobre as famílias ou vêm-se obrigados a calcorrear os caminhos da emigração, onde os mais desqualificados são sujeitos a situações de indignidade e, os que têm mais qualificações, são explorados por salários desiguais com os locais.
 

Para o Governo, o que conta é reduzir o problema interno e somar os dividendos da exportação forçada de cidadãos.
 

Com a recessão instalada e a ausência de políticas de criação de emprego, as famílias vão continuar a investir numa educação sem saídas o que as vai levar a repensar a educação dos seus filhos, situação que vem de encontro aos interesses das classes dominantes e do seu Governo, em voltar a criar elites semelhantes às anteriores ao 25 de Abril.
 

Compete aos jovens do momento contrariar esta estratégia fracturante, que volta a diminuir as capacidades do país num mundo cada vez mais competitivo e dominado por interesses de concentração e controlo da riqueza.
 

FaroActivo